Amado Batista na lista suja do trabalho escravo: veja o que se sabe

  • 08/04/2026
(Foto: Reprodução)
Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD O nome do cantor Amado Batista foi incluído na "lista suja" do trabalho escravo, atualizada na segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As irregularidades foram apontadas em duas propriedades, localizadas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia, após uma fiscalização realizada em 2024. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Veja abaixo o que se sabe sobre o caso: O que é a “lista suja" do trabalho escravo? Por que Amado Batista foi adicionado na lista? Quais as irregularidades encontradas? O que a defesa do cantor alega? Como denunciar casos de trabalho análogo à escravidão? Nome de Amado Batista é incluído na lista suja do trabalho escravo Reprodução/Instagram de Amado Batista | Reprodução/MTE 1. O que é a lista suja do trabalho escravo? A "lista suja" é um documento público, atualizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que reúne nomes de empregadores (pessoas físicas e jurídicas) flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. A inclusão de um nome ocorre apenas após a conclusão de um processo administrativo, com decisão definitiva e sem possibilidade de recurso. Em regra, os nomes permanecem no cadastro por um período de dois anos, e a exclusão depende da regularização da situação e da ausência de novos casos de exploração 2. Por que Amado Batista foi adicionado na lista? O cantor foi incluído na atualização de 6 abril de 2026 após fiscalizações realizadas em 2024 em duas propriedades situadas em Goianápolis. De acordo com o documento, 14 funcionários teriam sido submetidos a condições análogas à escravidão, sendo 10 no Sítio Esperança e quatro no Sítio Recanto da Mata, ambas as fazendas estão situadas na BR-060, zona rural da cidade. LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Amado Batista na lista suja do trabalho escravo: defesa nega resgate de trabalhadores e diz que irregularidades foram corrigidas Amado Batista na lista suja do trabalho escravo: fazenda não tinha cama e nem local para refeições, diz denúncia Polícia apura suspeita de crime ambiental em fazenda de Amado Batista, em Goianápolis 3. Quais as irregularidades encontradas? Cozinha improvista de galpão onde estavam alojados trabalhadores e outro cômodo da propriedade com colchões Reprodução/MTE De acordo com o MTE, as propriedades do cantor foram fiscalizadas durante o período de 19 a 29 de novembro de 2024, em uma inspeção da Polícia Civil de Goiás após uma denúncia sobre possíveis irregularidades trabalhistas. No Sítio Recanto da Mata, quatro trabalhadores teriam sido resgatados em condições degradantes e jornada exaustiva - o que a defesa nega que tenha acontecido. Já no Sítio Esperança, 10 pessoas foram encontradas em situação de jornada exaustiva de trabalho. As duas fazendas são vizinhas. Na área destinada à produção de leite, a equipe inicialmente não identificou indícios de trabalho forçado ou degradante. No entanto, posteriormente, foi constatado que as jornadas chegavam a até 18 horas diárias. De acordo com o MTE, a propriedade de cultivo de milho foi arrendada. Nela, o artista teria contratado um prestador de serviços, responsável por empregar quatro operadores de máquinas, que pernoitavam em um galpão. Ainda segundo o órgão federal, quando a fiscalização chegou à fazenda de cultivo, as atividades estavam paralisadas, e dois trabalhadores recolhiam seus pertences para deixar o local, após serem informados da realização de uma inspeção na propriedade. "As condições do local eram extremamente precárias, não havendo condições mínimas de habitabilidade. O local não dispunha de camas, sendo que os trabalhadores dormiam sobre colchões no chão; não eram fornecidas roupas de camas e nem disponibilizados armários individuais para guarda de objetos pessoais; as condições de higiene do local eram precárias, sendo que sequer havia local para se tomar refeições, com mesas e cadeiras", informou o MTE. Nas entrevistas realizadas com os trabalhadores, eles teriam informado que trabalhavam no sítio havia cerca de dois meses, sem registro, e que ainda não tinham recebido os salários do mês anterior. Os dois relataram para a equipe que cumpriam uma jornada de trabalho entre 12h a 16h durante todos os dias da semana. 4. O que a defesa do cantor alega? Amado Batista Divulgação Ao g1, o advogado do cantor, Mauricio Carvalho, informou que não houve resgate de trabalhadores nas fazendas e que as irregularidades apontadas nas duas propriedades foram "corrigidas". "Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente", disse. A defesa explicou a situação do Sítio Recanto da Mata, fazenda "arrendada" pelo cantor para o plantio de milho. "Foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio". De acordo com Mauricio, após a fiscalização em 2024, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no qual "todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas". Sobre o Sítio Esperança, utilizado para criação de bovinos para leite, a defesa frisou que foram identificados correções que deveriam ser feitas em relação à moradia e áreas de convivência. Segundo o advogado, as obras já foram feitas e finalizadas. 5. Como denunciar casos de trabalho análogo à escravidão? As denúncias podem ser realizadas online e de forma sigilosa por meio do Sistema Ipê, da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). O Sistema Ipê é uma plataforma exclusiva para o recebimento de denúncias relacionadas a condições análogas à escravidão. Nota da defesa de Amado Batista Primeiramente, a informação veiculada que de houve o “resgate” de 14 trabalhadores na propriedade do Senhor Amado é completamente falsa e inverídica! Não houve de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente! Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda “arrendada” pelo senhor amado para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de 4 colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio. O fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas. Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/04/08/amado-batista-na-lista-suja-do-trabalho-escravo-veja-o-que-se-sabe-sobre-o-caso.ghtml


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