Antena de celular ajudou polícia a prender PM por morte de advogado; foragido é investigado por tentar matar Vinicius Drumond
25/08/2026
(Foto: Reprodução) Renato Franco Lopes foi preso nesta segunda-feira (24)
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A Polícia Civil e o Ministério Público identificaram a participação de um PM na morte de Rodrigo Crespo a partir da análise telemática do celular. Renato Franco Lopes, o Pitbull ou Fantasma, foi preso na segunda-feira (24).
De acordo com analistas da DH da Capital, o aparelho de Renato, PM da ativa lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), chegou à Avenida Marechal Câmara, onde o crime aconteceu, às 13h50 do dia 26 de fevereiro de 2024.
O aparelho permaneceu no local até a hora em que o assassinato ocorreu, por volta das 17h15.
Depois disso, o aparelho de Pitbull voltou a se conectar às 18h31 com outra antena em Duque de Caxias, na avenida Governador Leonel de Moura Brizola, quando o Gol Branco utilizado pelo crime já estava em fuga no município da Baixada Fluminense.
Antena de celular ajudou polícia a prender PM por morte de advogado; foragido é investigado por tentar matar Vinicius Drumond
Editoria de Arte/g1
A rota de fuga do Gol Branco também mostrou que Rafael Ferreira da Silva, o Cachoeira, foi o motorista do veículo, que foi levado até Xerém e queimado na localidade Rio de Areia, em Duque de Caxias. Cachoeira está foragido.
Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, foragido pela morte do advogado Crespo
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A análise da antena do celular de Renato Franco Lopes também mostrou que seu aparelho estava próximo de um sítio que pertence a Cachoeira. O local já foi alvo de mandados de busca e apreensão em outras fases da investigação.
Pitbull coordenava pagamentos e despesas
A Polícia também identificou, durante as investigações, mensagens que apontam que Pitbull era uma figura importante no grupo de extermínio que trabalha a mando de Adilsinho.
A maior importância de Pitbull, segundo as investigações, passou a ocorrer após o desaparecimento do ex-PM Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, a partir de meados de 2023. Até hoje, não se sabe ao certo se Dutra morreu ou está desaparecido.
Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull ou fantasma
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De acordo com as investigações, Renato Franco Lopes coordenava o pagamento de diárias, gasolina e outras despesas para a organização criminosa, além de trocar constantemente de aparelho e de número de telefone celular.
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Foragido responde por tentativa de matar bicheiro
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Cachoeira é suspeito de participar de outro crime ligado a Adilsinho: a tentativa de assassinato de Vinícius Drumond, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, em julho de 2025.
Drumond é apontado pela polícia como integrante da nova cúpula do jogo do bicho no estado. Herdeiro do bicheiro Luizinho Drumond, Vinícius foi seguido por criminosos armados e sofreu um ataque a tiros quando deixava uma academia em um shopping na Barra da Tijuca.
Porsche do bicheiro Vinicius Drumond ficou crivado de balas
Raoni Alves/g1 Rio
Cachoeira estava no interior de um veículo HRV blindado e clonado que serviu como "plataforma de disparos" de fuzil contra a vítima.
Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, está foragido pela morte de Rodrigo Marinho Crespo
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Mensagens interceptadas pela DH revelaram ainda que o PM Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, conversou com Renato e pediu para que ele chamasse outro suspeito de participar do grupo, conhecido como Vidigal, para realizar “dois serviços”: as mortes de Cristiano de Souza e Bruno Killier.
Arthur Cássio Siqueira Leite, também conhecido como Máscara, foi alvo de mandados de busca e apreensão da Delegacia de Homicídios da Capital em 2025.
O contato de Rafael com Renato foi feito no dia 4 de junho de 2023, dois dias antes da morte de Cristiano e 4 dias antes da morte do policial Bruno Killier.
Sem Alma foi denunciado pelo Ministério Público por participação na execução do agente da Seap. Adilsinho foi denunciado como mandante do crime.
Adilsinho nega participação
Em nota, a defesa de Adilson Oliveira Coutinho Filho negou participação no crime.
"O empresário Adilson Oliveira Coutinho Filho nega qualquer envolvimento com os fatos e reafirma sua inocência. A acusação carece de substrato fático e revela um padrão ao novamente vincular Adilson a crimes sem apresentar provas concretas de sua participação."
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