Augusto Cury, candidato do Avante a presidente, concede entrevista à Globo

  • 29/08/2026
(Foto: Reprodução)
Augusto Cury Manoella Mello/Globo O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, concede neste sábado (29) entrevista à Globo. ASSISTA AO VIVO Veja os principais destaques da entrevista com Augusto Cury: Contas do governo Augusto Cury defendeu taxar as empresas de bets como forma para reduzir o tamanho da dívida pública brasileira em até 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, a dívida pública está em "números estratosféricos". "Eu taxaria as bets seriamente. Sabe quanto as bets pagam de imposto? Pagam 12%. Alimento, 18%. E, por incrível que pareça, luz, 30%, 33%. Se nós não taxarmos as bets... E deveríamos taxá-las, tá, é pelo menos com 50%, nós vamos ter uma economia muito grande. Talvez 40% a mais em relação aos 12%, 52% seria uma taxação razoável." Segundo o candidato, são necessárias "várias estratégias" para diminuir este valor. Ele citou o financiamento de 10 milhões de microempresas, "para poder aumentar a massa do pagamento de impostos", uma auditoria "muito séria" na gestão pública, a revisão de 50 mil cargos comissionados e a revisão dos contratos públicos para "combater a corrupção". Corte de ministérios Cury foi questionado sobre quais ministérios pretende extinguir, conforme previsto em seu plano de governo, mas disse que ainda seria feita uma “análise criteriosa”. Mesmo assim, afirmou que pretendia cortar de oito a dez ministérios para reduzir despesas. O candidato também defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e de uma secretaria executiva de Inteligência Artificial e Robótica. “Se nós não tivermos uma secretaria executiva ou o Ministério da Inteligência Artificial e Robótica, o Brasil vai ser atropelado e pode ser que haja dezenas de milhões de desempregados, e ninguém fala sobre isso”, disse Cury. “Sim, nós vamos cortar, mas em algumas áreas nós temos que aumentar, e aumentar de maneira urgente.” Arcabouço fiscal Ao falar sobre o arcabouço fiscal, Augusto Cury afirmou que ainda estudava eventuais mudanças nas regras e evitou antecipar uma proposta. O candidato disse que seria “eleitoreiro” prometer alterações antes da conclusão dos estudos e defendeu a responsabilidade fiscal como condição para a redução da taxa Selic. Cury afirmou que pretendia aumentar a tributação das bets e digitalizar a máquina pública, com uso de inteligência artificial e sem novas contratações, para ampliar receitas e reduzir despesas. Segundo ele, essas medidas poderiam gerar entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões. “Eu não posso me antecipar. Seria ingênuo e até eleitoreiro, seria populista falar de uma mudança”, afirmou. Salário mínimo Sobre o salário mínimo, Augusto Cury defendeu a reposição da inflação mais um ganho real de 1% ao ano e afirmou que esperava elevar o piso entre 50% e 60% ao fim de quatro anos. O candidato disse ainda que pretendia fazer o salário mínimo passar dos atuais US$ 300 para US$ 600 em um período de oito a dez anos. “Nós esperamos que, no final de quatro anos, 48 meses, nós tenhamos, se for juros compostos, talvez 50%, 60% de aumento do salário mínimo”, afirmou. Cury disse que o ganho real seria viabilizado pelo controle das contas públicas e pelo aumento da eficiência da máquina pública. Segundo ele, a elevação do poder de compra ajudaria a fortalecer a classe média. “Sem uma classe média robusta, não vai funcionar adequadamente o comércio, não vai ter consumidores”, disse. Série de entrevistas A entrevista com Cury é a sexta de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema(Novo); na terça (25), Ronaldo Caiado(PSD); na quarta (26), Renan Santos (Missão); na quinta (27), Lula (PT), e na sexta (28), Lula. Vejam como foram as outras entrevistas: Romeu Zema, candidato do Novo Ronaldo Caiado, candidato do PSD Renan Santos, do Missão Lula, do PT Flávio Bolsonaro, do PL A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos. Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação O 1º turno das eleições será em 4 de outubro. Quem é Augusto Cury Nasceu em Colina (SP) em 1958. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e concluiu seu doutorado internacional em Psicologia Multifocal pela Florida Christian University em 2013, informa seu site. Cury dedicou-se à pesquisa sobre as dinâmicas da emoção durante sua carreira. É pós-graduado na PUC de São Paulo e professor de pós-graduação e conferencista em congressos nacionais e internacionais. Foi considerado o autor mais lido da última década no Brasil, pela revista "IstoÉ" e pelo jornal "Folha de S. Paulo". Recebeu o prêmio de melhor ficção do ano de 2009 da Academia Chinesa de Literatura pelo livro "O Vendedor de Sonhos", que foi adaptado para o cinema em 2016, com direção de Jayme Monjardim. Augusto Cury e sua mulher, Suleima Cabrera Farhate Cury Manoella Mello/Globo Veja as principais propostas de Cury, registradas no plano de governo entregue ao TSE: Buscar déficit público próximo de zero durante o mandato, reduzindo custos e direcionando recursos para infraestrutura, educação e saúde. Adotar o semipresidencialismo, com um primeiro-ministro responsável pela condução do governo e o presidente exercendo funções de Estado. Estabelecer mandato de oito anos para ministros do STF, com idade mínima de 50 anos e mudanças nas regras de indicação e composição da Corte. Incentivar a criação de 10 milhões de novos empreendedores, com capacitação e acesso facilitado a crédito. Ampliar a educação em tempo integral, incorporando gestão da emoção, educação financeira e empreendedorismo ao currículo. Criar uma política nacional de inclusão de alunos neurodivergentes, como pessoas com autismo, TDAH e dislexia. Combater o feminicídio com botões de pânico, geolocalização e aplicativos de emergência, além de promover igualdade salarial e autoestima feminina. Regularizar até 5 milhões de moradias em dez anos em favelas e áreas vulneráveis, combinando titulação, capacitação e crédito. Impulsionar a produção no semiárido com irrigação, tecnologia hídrica e mecanização, em parcerias com Israel e China. Criar polos de comércio e serviços nas rodovias federais para estimular pequenos negócios, produtores locais e agroturismo. Atrair ou instalar 10 mil agroindústrias em oito anos, ampliando o processamento da produção agrícola no Brasil. Dobrar o número de cooperados, de 27 milhões para 54 milhões, expandindo cooperativas em diferentes setores. Transformar as embaixadas em polos de captação de negócios e promoção das exportações brasileiras. Expandir a telemedicina no SUS, com meta de atendimento preliminar em até 30 minutos nos casos compatíveis. Criar forças municipais de prevenção na segurança pública, aproveitando 5% dos servidores municipais, sem novas despesas operacionais.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/08/29/augusto-cury-entrevista-globo.ghtml


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