Aumento de algas no Rio Paraná afasta turistas e prejudica a navegação na região de Presidente Epitácio; entenda
01/05/2026
(Foto: Reprodução) Acúmulo de algas no Rio Paraná prejudica turismo em cidades do Oeste Paulista
O aumento de algas no Rio Paraná, na região de Presidente Epitácio (SP), tem afastado turistas e dificultado a navegação em trechos do rio, especialmente durante períodos de maior movimento, como feriados prolongados. O problema também tem sido registrado em outras cidades, como Panorama e Glicério, na região de Araçatuba.
Em Presidente Epitácio, a região que abrange o trecho do Rio Caiuazinho é uma das mais afetadas quando as algas se acumulam, principalmente porque há pouco movimento de embarcações no local.
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Segundo o engenheiro ambiental da prefeitura, Bruno Magro Rodrigues, a presença excessiva de algas interfere diretamente no uso do rio.
"Principalmente o turismo é afetado, devido ao fluxo de navegação, já que as algas acabam enroscando nas hélices dos motores, e também afeta banhistas", ressaltou Bruno.
Aumento de algas no Rio Paraná afasta turistas e prejudica a navegação na região de Presidente Epitácio
Aceituno Jr/TV TEM
Panorama
Em Panorama, o problema também apareceu no balneário da cidade e atrapalha até mesmo a prática da pesca esportiva. Segundo a prefeitura, as algas podem ser confundidas com sujeira. De acordo com a administração municipal, o fenômeno ocorre há alguns anos e pode estar relacionado à proliferação no Rio Paraná, com possibilidade de influência também do Rio Tietê.
Outro caso foi registrado na região de Araçatuba, em cidades como Glicério, onde se formou um tapete de algas nos últimos dias pelo mesmo motivo.
Especialistas apontam que o controle da eutrofização depende de ações a longo prazo, como o combate ao despejo irregular de esgoto e o monitoramento ambiental integrado entre municípios.
Em Panorama (SP), esse aumento de algas tem prejudicado até mesmo a pesca esportiva
Panorama Notícia/Imagem Cedida
Eutrofização
O motivo para isso ocorrer é a eutrofização, que é o acúmulo excessivo de nutrientes (como nitrogênio e fósforo) em corpos d’água, principalmente provenientes de esgoto e fertilizantes, o que gera a proliferação de algas e cianobactérias.
Ainda conforme o engenheiro ambiental, no caso de Presidente Epitácio, o próprio represamento do Rio Paraná contribui para o problema.
"Desde que houve o enchimento do lago ao final de anos 90 e começo dos anos 2000, as águas pararam de ter aquele fluxo natural. Elas tinham um fluxo mais fluido, a pressão da força do lago, de enchimento do lago, exerce essa pressão sobre os rios e fica um ambiente mais lento, um ambiente mais parado. Isso reduz o oxigênio dissolvido na água e também favorece a proliferação dessas algas", explicou.
Bruno Magro, engenheiro ambiental da prefeitura de Presidente Epitácio, explicou os motivos para esta situação ocorrer
Aceituno Jr/TV TEM
Além disso, a decomposição de vegetação submersa desde a formação do lago também contribui para o aumento de nutrientes na água.
A administração municipal informou que já houve a retirada parcial das algas, que foram levadas para o aterro de resíduos inertes, junto com galhadas e folhas, considerados resíduos vegetais.
Impactos no turismo
Aumento de algas no Rio Paraná afasta turistas e prejudica a navegação na região de Presidente Epitácio
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A proliferação das algas tem impacto direto no turismo, uma das principais atividades econômicas da região. Balneários, como a Orla Fluvial e o Parque Figueiral, podem ter o uso prejudicado.
Para minimizar os efeitos, a prefeitura realiza a retirada parcial das algas, já que a eliminação total não é possível.
“A gente remove o excesso para facilitar o trânsito de navegações, para não impactar negativamente o turismo dos balneários que a gente tem, como por exemplo a Pracinha da Orla”, afirmou o engenheiro.
O trabalho envolve equipes, maquinário e até apoio de outros órgãos, o que também gera custos ao município.
“Existe sim [gasto público]. A gente desloca equipes, pois temos uma demanda em municípios não tão grandes quanto o que a gente está. A gente tem 40 mil habitantes. São equipes deslocadas e uma estrutura que poderia estar sendo usada em outras demandas”, completou.
Aumento de algas no Rio Paraná afasta turistas e prejudica a navegação na região de Presidente Epitácio
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