Ausência de Jairo, ‘coração’ de Monique, ‘afago’ da juíza: bastidores do fim do julgamento do caso Henry Borel
04/06/2026
(Foto: Reprodução) Jairinho é condenado a 43 anos pela morte de Henry; Monique recebe perdão por homicídio
Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, não estava na sala de audiências quando a juíza Elizabeth Machado Louro leu a sentença que o condenou, na madrugada desta quinta-feira (4), 10º e último dia do julgamento do caso Henry Borel.
O réu ouviu sua pena do corredor: ele pegou 43 anos 9 meses e 20 dias de reclusão.
Já Monique Medeiros da Costa e Silva permaneceu diante da magistrada durante toda a leitura. Ela se emocionou ao saber que tinha recebido o perdão judicial — o Conselho de Sentença entendeu que não houve, no caso da ré, crime de homicídio doloso.
Leniel chama perdão judicial a Monique de 'terceira morte de Henry'
Na sequência, a mãe de Henry se voltou para a plateia e fez um coração com as mãos. Veja:
Monique Medeiros faz ‘coração’ a parentes ao receber perdão judicial
Imagens só da sentença
Desta vez, a juíza Elizabeth Machado Louro não permitiu que se fizessem imagens do julgamento — ao contrário da sessão de março.
A exceção foi a leitura da sentença, tradicionalmente pública.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro postou fotos do último dia. Confira:
Imagens do julgamento do caso Henry Borel
Brunno Dantas/TJRJ
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‘Bancada deu trabalho’
Antes de proclamar a sentença, Elizabeth fez uma série de agradecimentos — na hora dos advogados, declarou:
“A bancada do Jairinho deu muito trabalho, mas eu aprendi a gostar de vocês.”
Os defensores do ex-vereador recorreram a diferentes estratégias ao longo do julgamento. Na abertura das sessões, ainda em março, os advogados abandonaram a sala de audiências, alegando falta de acesso às provas.
Na ocasião, ao definir a nova data para 25 de maio, a juíza afirmou que a manobra foi um “ato atentatório contra a dignidade da Justiça”.
Nesse intervalo, os advogados de Jairinho tentaram levar o julgamento para outras comarcas — ou desaforar o caso.
O júri foi retomado na semana passada. Mais uma vez, a bancada de Jairinho buscou protelar o reinício dos trabalhos — agora, alegando que um dos advogados havia infartado.
O réu acabou desistindo da manobra, e Fabiano Lopes, após ter alta do enfarte, compareceu ao Tribunal do Júri dias depois.
Ao ouvir o veredito, a defesa de Jairinho afirmou que vai trabalhar para anular o júri.