'Buraco sem fim': operação encontra quase R$500 mil em espécie nas casas de suspeitos por desvio em tapa-buracos
12/05/2026
(Foto: Reprodução) Gecoc e Gaeco encontraram mais de R$400 mil em espécie em casas de alvos da operação Buraco Sem Fim.
Divulgação/MPMS
A Operação Buraco Sem fim, deflagrada na manhã desta terça-feira (12), em Campo Grande, encontrou cerca de R$429 mil reais em espécie nas casas de suspeitos alvos de busca. A ação investiga supostos desvios milionários e fraudes em contratos de manutenção viária e tapa-buracos na capital.
Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), responsável pela operação, foram cumpridos 7 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão.
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Entre os presos estão o ex-secretário de Obras de Campo Grande e atual diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul, Rudi Fiorese.
O esquema
O grupo, segundo o MP, manipulava medições dos serviços para receber pagamentos por trabalhos que não foram feitos corretamente — ou que nem chegaram a ser realizados. Segundo o documento, o esquema teria causado desvio de dinheiro público, enriquecimento ilícito dos envolvidos e contribuído para a má qualidade das vias da cidade.
A investigação aponta que, entre 2018 e 2025, a empresa alvo da operação recebeu mais de R$ 113,7 milhões em contratos e aditivos com o poder público. Os mandados foram autorizados pela Justiça dentro de uma apuração sobre crimes contra a administração pública e outros delitos relacionados.
Durante as buscas, os investigadores encontraram pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Em um dos endereços, ligado a um servidor, foram apreendidos R$ 186 mil em espécie. Já em outro imóvel alvo da operação, havia R$ 233 mil em notas de real.
Ex-secretário de obras de Campo Grande, Rudi Fiorese.
Roberta Martins
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