Caso Evellyn Jasmim: Polícia Civil conclui que menina desaparecida por três anos foi assassinada

  • 27/08/2026
(Foto: Reprodução)
A criança está desaparecida desde o dia 21 de junho PCMG A Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira (27) o inquérito sobre o desaparecimento de Evellyn Jasmim Machado Acácio, de 8 anos, e apontou que a menina foi morta no dia seguinte ao sequestro, em junho de 2023. Ela sumiu no mesmo dia em que sua mãe, Ketlyn Oliveira, e uma amiga, Ana Raquel, foram assassinada em um salão de beleza em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a polícia, a criança foi mantida em cativeiro por algumas horas em um sítio na região de Ravena, em Sabará, na Grande BH, antes de ser assassinada. De acordo com a polícia, os suspeitos envolvidos do crime temiam que Evellyn os reconhecesse, já que ela convivia com eles e por isso decidiram matá-la. Segundo a polícia, por causa do tempo longo de investigação, não foi possível localizar o corpo da criança, mas em depoimento os suspeitos confessaram toda a dinâmica do crime. Agora no g1 Pai da criança também foi indiciado Quatro pessoas foram indiciadas entre elas o pai de Evellyn, Sildirley Silva Acácio Machado, que estava preso na época. Segundo a investigação, o homem tinha um relacionamento conturbado com a mãe de Evellyn e foi o mandante do crime. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e a Justiça já recebeu a denúncia. Segundo a Polícia Civil, os investigadores conseguiram reconstruir a dinâmica do crime, identificar os veículos utilizados pelos suspeitos e localizar o sítio onde Evellyn foi mantida em cativeiro. A investigação faz parte da Operação Indefessus e percorreu cerca de 18 mil quilômetros em busca de Evellyn. Ao longo de três anos, os policiais passaram por 31 municípios mineiros e outros quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Bahia. Segundo a Polícia Civil, os investigadores conseguiram reconstruir a dinâmica do crime, identificar os veículos utilizados pelos suspeitos e localizar o sítio onde Evellyn foi mantida em cativeiro. Mãe de Evellyn era o alvo dos criminosos Segundo a investigação, a mãe da menina, Ketlyn Oliveira, era o verdadeiro alvo dos criminosos. Ketlyn havia mantido um relacionamento com Sildirley Silva Acácio Machado. Após o fim da relação, ela passou a fazer denúncias contra ele e os outros três envolvidos no crime. Conforme a polícia, as denúncias teriam motivado uma série de ações para tentar intimidá-la e fazê-la parar. Inicialmente, Sildirley teria determinado que Ketlyn fosse sequestrada e tivesse as pernas quebradas. A intenção era fazer com que ela interrompesse as denúncias. Como ela continuou procurando as autoridades, o plano teria evoluído. A polícia informou que Sildirley passou a monitorar a vítima e instalou um dispositivo no carro dela para acompanhar seus deslocamentos. Ainda segundo os investigadores, ele teria tido um sonho em que precisava "cegar" Ketlyn para que ela parasse de fazer as denúncias. Ataque começou em salão de beleza O crime aconteceu dentro do salão de beleza de Ana Raquel, em Sabará. Os criminosos foram até o local para abordar Ketlyn e retirá-la do estabelecimento. Ao entrar, Ana Raquel teria tentado intervir e acabou atingida na cabeça. A situação saiu do controle e os criminosos retiraram as três mulheres do salão. Ketlyn foi baleada durante a ação. Segundo a polícia, ela tentou escapar do veículo em que era levada, mas os criminosos voltaram e atiraram contra ela. A mulher foi encontrada morta e sem documentos. Os suspeitos seguiram com Evellyn e Ana Raquel no carro. Durante o trajeto, trocaram de veículo, colocaram a menina no novo automóvel e abandonaram o primeiro carro com o corpo da proprietária do salão. O corpo de Ana Raquel foi encontrado posteriormente dentro de um veículo na BR-040, em Contagem, na Grande BH. Evellyn foi levada para um sítio Depois do ataque, os criminosos levaram Evellyn para um sítio na região de Ravena, em Sabará. A menina permaneceu no local durante algumas horas. Os sequestradores chegaram a tentar entrar em contato com o pai da menina, que estava preso. No entanto, os telefones que ele tinha acesso dentro da prisão foram recolhidos pelos agentes penitenciários. Segundo as investigações, sem saber o que fazer e temendo que Evellyn os reconhecesse, já que ela convivia com eles, eles decidiram assassiná-la. Corpo da criança não foi encontrado Em depoimento, os suspeitos informaram que colocaram o corpo da criança em uma lona e descartaram em um local de mata fechada. Eles permaneceram algum tempo no local, retornaram ao sítio e depois seguiram de volta para Belo Horizonte. As buscas pela menina foram realizadas ao longo da investigação, mas segundo a polícia, devido ao longo tempo, não foi possível encontrar os restos mortais da vítima. Quatro pessoas foram indiciadas Ao final da investigação, o pai de Evellyn e os outros dois suspeitos foram indiciados por três homicídios qualificados, sequestro e cárcere privado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e associação criminosa. Um dos investigados morreu em 2024. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, e a Justiça já recebeu a denúncia. Leia também Veja os vídeos mais vistos no g1 Minas:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/08/27/caso-evellyn-policia-civil-conclui-que-menina-desaparecida-por-tres-anos-foi-assassinada.ghtml


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