Caso Marcolino Júnior: acusado de encomendar morte de colunista é condenado a 22 anos de prisão

  • 22/08/2026
(Foto: Reprodução)
Julgamento do acusado de encomendar morte de Marcolino Júnior A Justiça de Pernambuco condenou o réu Davi Fernando Ferreira Graciano, homem apontado como a pessoa que encomendou a morte do colunista social Antônio Marcolino de Barros Filho, a 22 anos e dois meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado. O júri aconteceu na 4° Vara do Tribunal do Júri da Capital na sexta-feira (21). De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o homicídio foi qualificado "por paga ou promessa de recompensa, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima". Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime ocorreu em 16 de abril de 2016, por volta das 16h30, no Motel Afrodite, em Caruaru. Ainda de acordo com a acusação, Davi trabalhava para a vítima, tinha acesso a informações financeiras dela e estaria insatisfeito com a remuneração. Por esse motivo, teria contratado Rafael Leite da Silva por R$ 14 mil para matar Marcolino. Ainda conforme a denúncia, Rafael teria atacado o colunista com golpes e utilizado um instrumento perfurocortante, provocando as lesões que causaram a morte. Rafael já havia sido julgado pelo Tribunal do Júri. Em 21 de junho de 2017, o Conselho de Sentença da Vara do Tribunal do Júri de Caruaru o condenou definitivamente a 30 anos e 5 meses de reclusão, além do pagamento de 102 dias-multa por homicídio triplamente qualificado. Também foram imputados ao acusado Rafael, os crimes de furto e ocultação de cadáver. Com a condenação de Davi Fernando Ferreira Graciano, os dois acusados denunciados pelo Ministério Público pela participação no homicídio de Antônio Marcolino de Barros Filho já foram julgados pelo Tribunal do Júri. VEJA MAIS Corpo do colunista estava desaparecido e foi encontrado em Sairé 'Violência brutal, inaceitável', diz amiga 'Saudade dele não sai do meu pensamento', diz mãe de Marcolino Junior Investigações As investigações levaram a polícia até o designer gráfico Rafael Leite da Silva, que foi preso como autor do crime. Ele tentava vender o carro de Marcolino no Centro de Caruaru. De acordo com o inquérito, o crime foi em um motel. Rafael deu um golpe de jiu-jítsu, que deixou o jornalista desacordado. Em seguida, efetuou os golpes de faca. O homem ainda dirigiu o veículo de Marcolino, tendo colocado o corpo dele no porta-malas. Pelos depoimentos do autor do crime, a polícia localizou Davi Fernando Ferreira, que era assessor pessoal de Marcolino, e que tinha acesso à contabilidade do jornalista e colunista social. Entenda o caso Marcolino Júnior, colunista social morto em Caruaru Arquivos/TV Asa Branca O corpo do jornalista Marcolino Junior foi encontrado em 18 de abril de 2016, na zona rural de Sairé, no Agreste de Pernambuco, segundo a Secretaria de Defesa Social. O colunista social de Caruaru estava desaparecido desde o 16, segundo a família. O corpo do jornalista foi encontrado no Distrito de Insurreição, segundo o Instituto de Criminalística (IC). O automóvel do jornalista foi levado para a sede da 1ª Delegacia de Caruaru. Imagens gravadas pelos circuitos de vigilância de um mercado e de uma pousada de Caruaru registraram momentos nos quais o jornalista e colunista social Marcolino Junior, de 46 anos, foi visto antes de desaparecer, às 14h do dia 16. No mercado é possível ver o jornalista fazendo compras com a mãe. Amigos informaram que, em seguida, ele foi para casa, almoçou e saiu. O colunista social também foi visto entrando em uma pousada para visitar um amigo.

FONTE: https://g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2026/08/22/caso-marcolino-junior-acusado-de-encomendar-morte-de-colunista-e-condenado-a-22-anos-de-prisao.ghtml


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