Caso Moisés Alencastro: veja o que se sabe sobre a morte do ativista cultural em Rio Branco

  • 31/12/2025
(Foto: Reprodução)
Veja o que se sabe sobre a morte do ativista cultural em Rio Branco A morte do ativista cultural, colunista social e servidor público do Ministério Público do Acre (MP-AC) Moisés Ferreira Alencastro e Souza, de 59 anos, assassinado no dia 21 de dezembro, causou comoção em Rio Branco e no meio cultural acreano. Ele foi encontrado morto a golpes de faca dentro do apartamento onde morava, no bairro Morada do Sol, na noite da última segunda-feira (22). A principal linha de investigação da polícia é de homicídio. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O g1 reuniu abaixo o que já se sabe sobre o caso: Quem era Moisés Alencastro O que aconteceu com o ativista cultural Como o corpo foi encontrado Qual a linha de investigação Quem são os suspeitos Moisés Alencastro foi encontrado morto no dia 22 de dezembro em Rio Branco Fernando Menezes/Arquivo pessoal 1. Quem era Moisés Alencastro? Moisés Alencastro era advogado licenciado, jornalista, colunista social, ativista cultural e servidor do Ministério Público do Acre, onde atuava desde 2006 no Centro de Atendimento à Vítima (CAV). No campo das políticas culturais locais, Moisés teve participação ativa no Conselho Estadual de Cultura, onde contribuiu para a formulação e o fortalecimento das políticas culturais do Acre. Reconhecido pelo diálogo e pelo compromisso institucional, era defensor da valorização da identidade cultural acreana e atuava como articulador entre artistas, produtores e o poder público. Moisés também era ativista LGBTQIA+. Moisés Alencastro foi encontrado morto nesta segunda-feira (22) no apartamento onde morava Arquivo pessoal 2. O que aconteceu? Moisés foi encontrado morto dentro do próprio apartamento, no bairro Morada do Sol, em Rio Branco, na noite da última segunda-feira (22). O corpo estava deitado sobre a cama e apresentava mais de cinco perfurações causadas por faca, segundo avaliação preliminar da polícia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito, e o local foi isolado pela Polícia Militar. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML), e o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com a Polícia Civil, havia rigidez cadavérica compatível com 18 a 20 horas de morte no momento em que o corpo foi encontrado. A estimativa indica que o homicídio ocorreu na noite de domingo (21). Moisés havia sido visto pela última vez nesse mesmo dia. Amigos e colegas estranharam a falta de contato e passaram a tentar localizá-lo. Carro de Moisés Alencastro foi encontrado na Estrada do Quixadá, em Rio Branco Júnior Andrade/Rede Amazônica 3. Como o corpo foi encontrado? Após perderem contato com Moisés, amigos acionaram o Ministério Público do Acre (MP-AC). O sinal do serviço de localização do celular, compartilhado com uma amiga, indicou posição no bairro Eldorado, o que levantou suspeitas. Diante da ausência de resposta, o MP autorizou o arrombamento da porta do apartamento, onde o corpo foi encontrado. Durante as diligências, a polícia localizou o carro da vítima na Estrada do Quixadá, na região do bairro São Francisco, com pneu estourado e o porta-malas aberto. Na investigação, foram encontrados com os suspeitos objetos pertencentes a Moisés, como documentos pessoais, controles do veículo e do apartamento, além de roupas com vestígios de sangue. Também há indícios de que cartões bancários da vítima teriam sido usados após o crime, mas as transações foram negadas. Delegado Alcino Júnior, da DHPP em Rio Branco, responsável pelas investigações do caso Moisés Alencastro Júnior Andrade/Rede Amazônica 4. Qual a principal linha de investigação? Inicialmente tratado como possível latrocínio, o caso passou a ser analisado sob outra perspectiva após o avanço das investigações. Segundo a DHPP, não havia sinais de arrombamento, o que indica que Moisés conhecia as pessoas que estavam no apartamento e permitiu a entrada de forma consensual. A polícia trabalha com a hipótese de homicídio qualificado seguido de furto, enquanto apura a dinâmica do crime e o grau de participação de cada envolvido. “Latrocínio é quando se mata para roubar. A dinâmica indicou que a morte ocorreu primeiro e, depois, houve o aproveitamento da situação para levar os bens”, pontuou o delegado Alcino Júnior, da DHPP. Antônio de Sousa Morais e Nataniel Oliveira de Lima, suspeitos pelo assassinato de Moisés Alencastro em Rio Branco Júnior Andrade/Rede Amazônica e Reprodução 6. Quem são os suspeitos? Dois homens foram presos pela Polícia Civil: Antônio de Sousa Morais, de 22 anos, preso na manhã de quinta (25), após quatro dias foragido; Nataniel Oliveira de Lima, de 23 anos, preso no final da tarde do mesmo dia, no bairro Eldorado. Segundo a polícia, ambos se conheciam e teriam participado diretamente do crime. Ainda de acordo com o delegado Alcino Júnior, da DHPP, a perícia e os elementos colhidos no local do crime indicam que mais de uma pessoa participou da ação. Na ocasião, Antônio de Sousa Morais e Nataniel Oliveira de Lima passaram por audiência de custódia na última sexta-feira (26) e tiveram as prisões mantidas pela Justiça. Segundo o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), ambos foram encaminhados ao Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, onde permanecem presos preventivamente enquanto o caso segue sob investigação. VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/12/31/caso-moises-alencastro-veja-o-que-se-sabe-sobre-a-morte-do-ativista-cultural-em-rio-branco.ghtml


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