Caso Yara Paulino completa 1 ano sem respostas sobre bebê desaparecida no Acre

  • 24/03/2026
(Foto: Reprodução)
Caso Yara Paulino, 1 ano Renato Menezes/Arte g1 Um ano após o assassinato de Yara Paulino da Silva, de 28 anos, o caso que chocou o Acre ainda segue cercado de lacunas. A jovem foi morta no dia 24 de março de 2025, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, e, desde então, o desaparecimento da filha dela, a bebê Cristina Maria, permanece sem solução. Yara foi retirada de dentro de casa e assassinada no meio da rua na frente de outros dois filhos. Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime teria sido cometido por integrantes de uma facção criminosa e tratado como uma espécie de 'disciplina'. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp À época, circulou o boato de que a mulher teria matado a própria filha e escondido os restos mortais em um saco de ração. A informação, no entanto, foi descartada após análise do Instituto Médico Legal (IML), que confirmou que a ossada encontrada em uma área de mata era de um animal. O caso ganhou ainda mais repercussão por causa do desaparecimento de Cristina Maria, que tinha cerca de três meses de vida. A criança nunca foi localizada. Oito pessoas são presas por participação na morte de Yara Paulino LEIA TAMBÉM: Veja o que se sabe sobre mulher espancada até a morte após boato no Acre Mulher assassinada após boato foi mãe do 1º bebê nascido em Rio Branco há 10 anos Após mãe ser morta por conta de boato no AC, MP alerta para o perigo das notícias falsas: 'fake news mata' Dias antes de ser morta, Yara chegou a avisar vizinhos de que a filha havia sumido e acusou o ex-marido e pai da menina, Ismael Bezerra Freire, de levá-la sem autorização. A foto da bebê chegou a ser compartilhada em grupos de mensagens do conjunto habitacional, com pedidos de informações. Apesar disso, o desaparecimento não foi formalmente comunicado à polícia por nenhum dos pais na época. A criança também ainda não havia sido registrada oficialmente por causa de problemas na documentação da mãe. O registro só foi feito dias após a morte de Yara. A bebê foi incluída no sistema Amber Alert, que divulga informações sobre crianças desaparecidas em redes sociais e plataformas digitais, mas, até hoje, não há pistas concretas sobre o paradeiro dela. Investigadores chegaram a trabalhar com a hipótese de que a menina possa ter sido entregue ilegalmente a terceiros, com possível consentimento dos pais. A linha de apuração considera ainda que Yara poderia ter se arrependido da situação, o que teria motivado o crime. Outro desafio apontado pela polícia é a dificuldade de identificação da criança ao longo do tempo, já que a única imagem disponível é de quando ela ainda era recém-nascida, o que limita a divulgação de possíveis retratos atualizados. "A gente acredita muito na possibilidade de ter uma subtração de incapaz, ou uma doação dos próprios pais a terceiros e que a mãe, a Yara, poderia ter se arrependido e isso poderia ter sido o estopim, também com uma represália, após ela ter feito essa doação, mas com ciência do pai", frisou na época o delegado Alcino Sousa Jr., que conduz as investigações. Cristina Maria desapareceu em março do ano passado e ainda não foi encontrada Reprodução Prisões e investigação Cerca de um mês após o crime, no dia 29 de abril de 2025, a Polícia Civil prendeu oito suspeitos durante uma operação no próprio Cidade do Povo. Entre os detidos estavam o ex-marido de Yara, Ismael Bezerra, e o irmão dele, Mizael Bezerra. No dia seguinte, outro homem, conhecido como “Falcão”, também foi preso e apontado como participante das agressões que levaram à morte da jovem. Mizael (à esquerda) e Ismael Bezerra (à direita) são presos em operação que investiga assassinato de Yara Paulino, em Rio Branco Reprodução/Rede Amazônica Os suspeitos passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões mantidas pela Justiça, com parecer favorável do Ministério Público do Acre. Posteriormente, a 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar de Rio Branco também decidiu pela manutenção das prisões temporárias. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que indicou, à época, que novas testemunhas seriam ouvidas para tentar esclarecer o desaparecimento da criança. "Nós não temos hoje uma imagem do que seria a criança. A gente tem uma única foto dela, e é recém-nascida ainda porque ela teve problemas durante o parto, nasceu precoce até. Então as imagens que temos é dela muito pequenininha, não sabemos como ela estaria seis meses depois. É até difícil distribuir uma foto possível dessa criança", complementou o delegado Alcino. Crime ocorreu na Cidade do Povo em Rio Branco Arquivo pessoal Um ano depois Doze meses após o crime, não há atualizações públicas relevantes sobre o andamento do caso ou sobre a localização de Cristina Maria. O desaparecimento da bebê segue como um dos principais pontos em aberto na investigação. Familiares chegaram a espalhar cartazes com a foto da criança na tentativa de obter informações, mas nenhuma pista concreta foi confirmada. Informações sobre o paradeiro de Cristina Maria podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 181 ou pelo WhatsApp (68) 99912-2964. Caso Yara Paulino: Família espalha cartazes em busca de bebê desaparecida no Acre Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/03/24/caso-yara-paulino-1-ano.ghtml


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