Chefe do PCC é expulso da Bolívia sob forte esquema de segurança e enviado a MS
27/05/2026
(Foto: Reprodução) Palermo é escoltado pela polícia boliviana a caminho do avião com destino ao Brasil
O megatraficante Gerson Palermo foi expulso da Bolívia e está sendo transferido para o Brasil nesta quarta-feira (27). Ele foi preso em Cotoca, na região de Santa Cruz de La Sierra, durante uma operação realizada na terça-feira (26). Foragido há seis anos e com alerta da Interpol, ele tem como destino Campo Grande, onde deve cumprir pena em presídio federal. Veja o vídeo acima.
Um forte esquema de segurança da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (Felcn) escoltou Palermo até o aeroporto Viru Viru, onde ele foi entregue às autoridades brasileiras. A transferência é feita em uma aeronave da Polícia Federal (PF).
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Gerson Palermo expulso da Bolívia.
El Deber
Condenado a quase 126 anos de prisão, Gerson Palermo responde por crimes como tráfico internacional de drogas, assaltos a bancos e participação no sequestro de um avião. Ele também integrava a lista de criminosos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.
Segundo o superintendente da Polícia Federal, Carlos Henrique Cotta D’Angelo, a cooperação entre os dois países é antiga e faz parte da estratégia da instituição para o combate ao crime organizado e ao tráfico internacional. Ele afirmou que a troca de informações entre as forças de segurança foi fundamental para localizar e prender o foragido.
“Esse trabalho de cooperação internacional é contínuo. A troca de informações permitiu a prisão dele em solo boliviano”, disse.
Após a detenção, Palermo permaneceu sob custódia da Interpol em Santa Cruz de La Sierra até a conclusão dos trâmites para a expulsão. Como os crimes foram cometidos no Brasil, ele foi devolvido ao país para continuar cumprindo a pena.
Conforme a Polícia Federal, os detalhes do transporte foram mantidos em sigilo para evitar riscos durante o deslocamento.
Expulsão foi adiada
Gerson Palermo, chefe do PCC solto por desembargador de MS é preso na Bolívia
Inicialmente, havia a expectativa de que Palermo fosse levado por terra até Corumbá, cidade brasileira que fica na fronteira com a Bolívia. No entanto, o plano foi alterado devido aos protestos e bloqueios registrados no país vizinho. Com isso, a saída aérea passou a ser considerada a opção mais segura.
🔎➡️A Bolívia enfrenta uma crise política e social marcada por protestos, bloqueios de estradas e desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos. As manifestações, que já duram quase um mês. A crise afeta principalmente cidades como La Paz e El Alto, onde há dificuldade no abastecimento e paralisação de serviços. Nesta segunda-feira (25), o presidente Lula (PT) autorizou o envio de ajuda humanitária brasileira ao país vizinho.
Com a chegada ao Brasil, Palermo vai ser encaminhado ao sistema penitenciário. Inicialmente, ele estava em presídio estadual, mas há pedido para transferência ao sistema federal, que possui unidades de segurança máxima, incluindo uma em Campo Grande.
Quem é Gerson Palermo
Gerson Palermo foi preso na Bolívia após ficar seis anos foragido.
Reprodução
Gerson Palermo é apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele responde por crimes como tráfico internacional de drogas, associação criminosa e roubo.
Em abril de 2020, o criminoso deixou o presídio de segurança máxima de Campo Grande após conseguir habeas corpus para cumprir prisão domiciliar, assinado pelo então desembargador Divoncir Maran. Cerca de cinco horas após ser solto, rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.
O criminoso estava na lista dos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.
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Infográfico - local onde Gerson Palermo foi preso, na Bolíva
g1 MS
Histórico criminal
Chefe do PCC solto por desembargador de MS é preso na Bolívia
Em agosto de 2000, Palermo participou do sequestro de um Boeing 737 da antiga Vasp. O avião saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi tomado por criminosos cerca de 20 minutos após a decolagem.
A aeronave foi forçada a pousar em Porecatu, no norte do Paraná. No local, a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo crime, Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão.
Em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In para desmontar um esquema de tráfico internacional de drogas. Ele foi apontado como um dos chefes do grupo.
Segundo a investigação, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e depois era levada em caminhões para outros estados. A operação ocorreu em seis estados e apreendeu 810 quilos da droga.
Pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão. Ao todo, as penas somam quase 126 anos.
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