Ciclista morto em Copacabana: quem são os 13 indiciados pela polícia e quais crimes são atribuídos a eles

  • 09/09/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia conclui inquérito e indicia 13 pessoas pela morte de ciclista em Copacabana A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, e indiciou 13 pessoas pelo episódio. A investigação aponta cinco suspeitos como responsáveis pelo homicídio triplamente qualificado e atribui aos demais crimes que vão de omissão de socorro e lesão corporal ao exercício irregular da atividade de segurança privada. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Cláudio foi agredido no dia 12 de agosto depois de ser injustamente acusado de ter furtado uma bicicleta. Ele estava com a bicicleta da irmã quando parou em frente a uma loja de brinquedos e a uma farmácia na Rua Barata Ribeiro. Cláudio Rafael Landeiro Reprodução Segundo a investigação, ele foi cercado por seguranças particulares que atuavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos. O ciclista recebeu socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira. A Polícia Civil analisou mais de 12 horas de imagens de câmeras de segurança para identificar os envolvidos. Com a conclusão do inquérito, o material será encaminhado ao Ministério Público, que vai analisar as acusações e decidir se apresenta ou não denúncia à Justiça. Quem são os cinco indiciados por homicídio Foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, em concurso de pessoas: Davi Santos Machado; Jorge Luiz Ricardo Dias; Felipe Eduardo dos Santos Silva; Ailton José da Silva; e Wellington Luiz Santos de Souza Segundo a polícia, as qualificadoras apontadas são motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Davi e Jorge são os dois seguranças presos no decorrer da investigação. Felipe e Ailton são os dois entregadores de aplicativo que também foram presos. Wellington é o quinto homem apontado pela investigação como participante do espancamento. Ele é considerado foragido. De acordo com o delegado Angelo Lage, da 12ª DP (Copacabana), as imagens permitiram identificar a participação dos cinco no homicídio. Wellington está foragido Wellington Luiz Santos de Souza foi identificado como o quinto envolvido nas agressões. Uma câmera de segurança mostra o homem dando chutes em Cláudio. Wellington Luiz Santos de Souza Reprodução Segundo relatos reunidos pela investigação, Wellington teria perguntado aos entregadores se Cláudio era um "ladrão". Depois de receber uma confirmação, ele teria chutado a cabeça do ciclista e dito: “Ladrão tem que morrer mesmo”. No dia 27 de agosto, o Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que levassem à localização de Wellington. Ele morava na Rocinha, na Zona Sul do Rio, mas estava de favor na lavanderia de um conhecido depois de deixar a casa da mãe. O homem prestou depoimento à polícia e afirmou que Wellington confirmou ser ele nas imagens. Depois disso, não foi mais localizado. Indiciado por omissão de socorro João Cleber de Souza Santiago foi indiciado pelo crime de omissão de socorro, com a pena prevista em lei sendo triplicada em razão da morte da vítima. A investigação identificou o ciclista nas imagens e concluiu que ele não teria auxiliado Cláudio durante as agressões. Indiciada por lesão corporal Rayane de Souza Batista Silva foi indiciada por lesão corporal em concurso de pessoas. Segundo a investigação, ela teria entregado o bastão de madeira utilizado por um dos agressores. Indiciados por exercício irregular de segurança Foram indiciados pelo exercício irregular da atividade de segurança ou vigilância de rua, previsto no artigo 47 da Lei das Contravenções Penais: Aluísio da Silva Filho; Davi Santos Machado; Jorge Luiz Ricardo Dias; e Antônio Marcos Pires Sudre da Silva Davi e Jorge também respondem pelo homicídio, segundo o indiciamento. Ou seja, eles foram enquadrados em mais de uma conduta investigada pela polícia. Casos de ‘justiça com as próprias mãos’ sobem 25% no RJ; seguranças são flagrados fazendo rondas irregulares em Copacabana A investigação também apura a existência de um esquema de segurança privada irregular em Copacabana, formado por pessoas que atuavam nas ruas sem autorização. Apontados como financiadores do esquema Foram indiciados como partícipes do exercício irregular da atividade de segurança: Antonia Sandra Rodrigues Ferreira; Antonio Gonçalves Santiago Neto; Lucilene Barros da Silva; e Antônio Ivan Alves Pereira Segundo a investigação, eles teriam participado do esquema por meio do financiamento da atividade informal, com pagamentos periódicos feitos ao coordenador do grupo. Assim, esses quatro não são apontados pela polícia como participantes diretos do espancamento que matou Cláudio. O indiciamento está relacionado à suspeita de financiamento da atividade de segurança irregular. Relembre o caso Cláudio Rafael tinha 37 anos e estava com a bicicleta da irmã quando parou na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Ele foi acusado injustamente de ter furtado uma bicicleta e acabou cercado por seguranças particulares que atuavam na região. Homem morre após ser espancado em Copacabana As agressões duraram cerca de nove minutos, segundo a investigação. Cláudio sofreu socos, chutes e golpes com um objeto de madeira. O ciclista tinha transtornos mentais e defasagem cognitiva, segundo as informações da investigação, e não reagiu às agressões. Ele sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou Cláudio para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu em 12 de agosto. Quatro estão presos e um é procurado Durante a investigação, quatro pessoas foram presas: dois seguranças e dois entregadores de aplicativo. Um dos seguranças presos, segundo a investigação, não teria agredido diretamente Cláudio. O outro é Davi Santos Machado, apontado como o homem que teria dado as pauladas na vítima. Wellington Luiz Santos de Souza, apontado como o quinto participante do homicídio, está foragido. Os demais indiciados respondem ao procedimento em liberdade. Investigação mira comerciantes de Copacabana Além de apurar quem participou diretamente das agressões, a Polícia Civil investiga a estrutura de segurança privada irregular que funcionava na região. Segundo a polícia, comerciantes de Copacabana são suspeitos de financiar o esquema por meio de pagamentos feitos ao coordenador do grupo. Com o fim do inquérito, a investigação será encaminhada ao Ministério Público. O órgão poderá apresentar denúncia à Justiça, pedir novas diligências ou adotar outra medida prevista em lei.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/09/09/ciclista-morto-em-copacabana-quem-sao-os-13-indiciados-pela-policia-e-quais-crimes-sao-atribuidos-a-eles.ghtml


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