Com exposição de pinturas e oficina, Acre é apresentado em evento cultural de Nova York
18/06/2026
(Foto: Reprodução) Acre é apresentado por estudante em evento cultural de Nova York
O Acre foi apresentado em um festival cultural de Nova York, nos Estados Unidos, no último domingo (7). A exposição e oficina 'Acre em Celebração: Natureza, Histórias e Novos Futuros' mostrou ao público a biodiversidade, cultura e histórias da Amazônia durante o Festival OPA! Festa Junina 2026, no House of Yes, tradicional espaço cultural no distrito artístico de Bushwick, no Brooklyn.
A atividade foi conduzida pela estudante Eduarda Mendes, de 16 anos, que morou em Cruzeiro do Sul, no interior do estado, entre 2021 e 2023, e atualmente integra o Programa Jovens do MoMA, do Museu de Arte Moderna de Nova York.
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Durante o evento, ela apresentou oito pinturas inspiradas na fauna, nos rios e nos povos da Amazônia, além de levar reflexões sobre preservação ambiental.
Eduarda Mendes, de 16 anos, morou em Cruzeiro do Sul levou ao público de Nova York informações sobre a biodiversidade e a cultura acreana
Cedida / Érika Fujyama
Entre os temas retratados estavam o monitoramento da onça-pintada, a relação entre uma espécie de borboleta e uma tartaruga amazônica e histórias ligadas à defesa da floresta, como as de Chico Mendes.
Ao g1, Eduarda contou que um dos objetivos da oficina foi mostrar que o Acre vai muito além dos estereótipos frequentemente associados ao estado.
“Espero que as pessoas saiam dessa experiência entendendo que o Acre é muito mais do que um lugar distante no mapa. É um lugar cheio de cultura, histórias e uma biodiversidade incrível. Também espero que elas percebam que a preservação da Amazônia é uma responsabilidade de todos nós, não importa onde vivemos”, afirmou.
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Nascida no Rio de Janeiro, Eduarda se mudou para o Acre em 2022 por causa do trabalho desenvolvido pela mãe, Carol Bispo, na ONG Elas Existem com detentas. Atualmente, Carol acompanha a filha em Nova York e atua como pesquisadora visitante na Universidade da John Jay também apresentando o trabalho que fez no Acre.
"Abri uma sede em Cruzeiro do Sul para trabalhar com as mulheres em prisão e diminuir o índice de violência do Norte. Hoje minha ONG, além de estar no Rio de Janeiro e em Salvador, tem sede aqui em Nova York e deixamos políticas públicas voltadas para mulheres por ai", destacou Carol.
A experiência no interior acreano serviu de inspiração para Eduarda para boa parte das obras apresentadas em Nova York. “No período em que morei no Acre, o que mais me marcou foi o verde e a conexão com a floresta. Até o céu parecia ser mais perto. Também me chamou atenção a quantidade de elementos naturais presentes no dia a dia”, relembrou.
Eduarda Mendes, de 16 anos, morou em Cruzeiro do Sul levou ao público de Nova York informações sobre a biodiversidade e a cultura acreana
Cedida / Érika Fujyama
Exposição e visibilidade
A participação da adolescente no festival foi possível por conta do Programa Jovens do MoMA e sua atuação como curadora em uma exposição voltada a futuros imaginados.
O trabalho chamou a atenção da produtora cultural Angélica Walker, que convidou a estudante para desenvolver uma mostra relacionada ao Acre durante a programação da festa.
A exposição reuniu obras inspiradas em elementos da região, como o Rio Juruá, comunidades ribeirinhas, crianças indígenas e espécies da fauna amazônica.
Ainda segundo Eduarda, alguns dos temas abordados despertaram a curiosidade dos participantes da oficina.“Houve muitas perguntas sobre a borboleta que suga as lágrimas da tartaruga e também sobre a ameaça de extinção da onça-pintada causada pela ação humana”, contou.
À reportagem, Angélica Walker detalhou que a proposta buscou aproximar crianças e adultos de temas ambientais por meio da arte.
“Por meio da arte, o Acre foi apresentado como um território de biodiversidade extraordinária, de culturas vivas e de histórias que ajudam a compreender os desafios e as esperanças da Amazônia contemporânea”, destacou.
Eduarda Mendes, de 16 anos, morou em Cruzeiro do Sul levou ao público de Nova York informações sobre a biodiversidade e a cultura acreana
Cedida / Érika Fujyama
Além da exposição, a programação do festival reuniu apresentações musicais, dança, gastronomia, performances artísticas e atividades voltadas à valorização da cultura brasileira.
Para Márcia Oliveira, que participou da divulgação da exposição, a participação do estado em eventos internacionais ajuda a ampliar o conhecimento sobre a região.
“O Acre ganhou em informação cultural, divulgação e incentivo aos cuidados com o meio ambiente. Muitas pessoas tiveram contato com o Acre pela primeira vez e puderam conhecer mais sobre a cultura, a preservação da natureza e a importância da Amazônia”, completou.
VÍDEOS: g1