Cury diz que apoio a Flávio Bolsonaro não é 'cheque em branco': 'Eu e todo o povo brasileiro iremos cobrar'
08/10/2026
(Foto: Reprodução) Cury diz que apoio a Flavio Bolsonaro não é 'cheque em branco': 'Iremos cobrar'
O ex-candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quinta-feira (8) nas redes sociais que o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da corrida presidencial das eleições 2026 contra o atual presidente Lula (PT) não é um cheque em branco ao senador.
O escritor de Ribeirão Preto (SP), terceiro mais votado no primeiro turno, disse que tomou a decisão depois que Flávio o "ouviu de maneira profunda e inteligente", aceitou as propostas apresentadas e assinou um compromisso público.
"Neste segundo turno, decidi dar um voto de confiança a Flávio Bolsonaro, que está reivindicando o seu primeiro mandato e depois fim da reeleição. Mas deixo claro não é um cheque em branco, é um compromisso comigo e com o Brasil. Eu e todo o povo brasileiro iremos cobrar", afirmou.
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O ex-candidato à presidência da República, Augusto Cury (Avante)
Redes sociais
Flávio Bolsonaro recebeu mais de 56 milhões de votos e enfrentará, no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, que recebeu 53,8 milhões de votos. Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos; Lula ficou com 45,15%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Com mais de três milhões de votos no primeiro turno e críticas aos candidatos do PL e do PT durante a campanha, Cury inicialmente chegou a dizer que não apoiaria ninguém na segunda etapa da eleição, mas na quarta-feira (7) foi às redes sociais para explicar seu silêncio, prometendo que se pronunciaria em breve.
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Nesta quinta-feira, após uma conversa por telefone com Flávio, Cury confirmou oficialmente seu suporte à campanha do senador na reta final do pleito.
"Desde o primeiro turno, escolhi o silêncio, porque há tempo de falar e tempo de calar. E as grandes decisões não nascem do barulho, mas da reflexão e da consciência", afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais.
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Jornal Nacional/ Reprodução
Quais compromissos foram aceitos por Flávio?
Augusto Cury afirmou que Flávio Bolsonaro se comprometeu com diferentes projetos e ideias apresentadas pelo escritor depois de uma longa conversa "olho no olho".
"Não pedi cargos, nem influência. Exigi apenas um compromisso de entregar um Brasil melhor para cada brasileiro. E ele me ouviu de maneira profunda e inteligente. Flávio aceitou minhas propostas e assinou um compromisso público comigo e com o Brasil."
Segundo uma carta de compromissos divulgada pelo ex-candidato e assinada pelo senador, Flávio assumiu que vai trabalhar para as seguintes pautas sugeridas por Cury:
Fim da reeleição presidencial, com defesa da alternância de poder e da renovação democrática.
Transformação da saúde, com ampliação da telemedicina e do acesso à medicina moderna.
Proteção integral às mulheres, com uso de tecnologia e enfrentamento da violência.
Transformação da educação, com valorização dos professores e melhores salários.
Financiamento de até dez milhões de microempresas, para estimular o empreendedorismo e a geração de empregos.
Fortalecimento do cooperativismo, com defesa do ato cooperativo, apoio às cooperativas e verticalização agroindustrial.
Valorização da agricultura, com a meta de dobrar a produção sustentável de alimentos em dez anos.
Pacificação nacional, com um governo para todos os brasileiros, independentemente de suas convicções políticas, e combate à corrupção.
"Quanto a Flávio Bolsonaro, fui exigente. Afirmei que precisamos de um governo para todos, sem ódio, sem vingança. Fiz perguntas e apresentei várias propostas", afirmou Cury.
Nas redes sociais, o escritor também explicou, por outro lado, que não apoia Lula por discordar do projeto de governo dele, além de ser contra a reeleição. "Não é pessoal, é por causa do projeto."
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), que disputam o segundo turno presidencial no dia 25 de outubro.
Wilton Junior/Estadão Conteúdo e Diego Herculano/Reuters
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