Dólar abre em queda, de olho em novos dados de emprego dos EUA
07/08/2026
(Foto: Reprodução) Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (7) em queda, com um recuo de 0,18% perto das 9h, cotado a R$ 5,0980. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ Os novos dados de emprego dos Estados Unidos são o principal destaque da sessão. O payroll, principal relatório de emprego americano, deve atualizar o desempenho da atividade econômica do país e, consequentemente, trazer sinais sobre quais tendem a ser os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na condução dos juros.
▶️ No exterior, o conflito no Oriente Médio segue no radar. Apesar das indicações recentes sobre as negociações entre os EUA e o Irã, a notícia de que o parlamento iraniano estuda proibir a entrada de embarcações americanas, israelenses e de outros países considerados hostis volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, importante rota marítima da região.
Em meio às incertezas sobre a reabertura total do canal, o petróleo tinha volatilidade nesta sexta. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,91%, cotado a US$ 81,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, tinha queda de 0,83% no mesmo horário, a US$ 76,65 o barril.
▶️No Brasil, investidores repercutem os resultados da Petrobras. Na véspera, a companhia reportou um aumento de 96,8% no lucro do segundo trimestre, para R$ 52,4 bilhões. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da produção, pelas maiores exportações de petróleo e pela forte alta das cotações internacionais da commodity. Outros resultados corporativos também ficam no radar.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +1,15%;
Acumulado do mês: +1,15%;
Acumulado do ano: -6,57%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: 0%;
Acumulado da semana: -0,15%;
Acumulado do mês: -0,15%;
Acumulado do ano: +10,30%.
Conflito no Oriente Médio
Apesar das indicações recentes de que os EUA e o Irã caminham para um acordo nos próximos dias, notícias circularam pelo mercado afirmando que o parlamento iraniano estuda um plano para impedir que embarcações americanas, israelenses e de outros países considerados hostis, passem pelo Estreito de Ormuz.
O canal é uma das mais importantes via marítima da região, por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.
A indicação aumenta a percepção de que a reabertura total do Estreito deve ser adiada e aumenta as preocupações com a oferta global de petróleo e uma eventual crise de energia.
Segundo a Reuters informou nesta semana, o Irã quer ter "controle total" sobre o tráfego de entrada de navios comerciais no Estreito de Ormuz e poder para intervir quando julgar necessário. Os EUA não haviam se pronunciado publicamente sobre o plano iraniano.
Bolsas globais
Na Ásia, as ações da China fecharam em alta nesta sexta-feira, à medida que dados comerciais melhores do que o esperado na região ajudaram a recuperar o otimismo do mercado.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,9%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 1%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,5% e o Nikkei, do Japão, perdeu 0,12%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,6%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.