El Niño chega mais cedo? SC tem previsão de inverno mais chuvoso e verão com ondas de calor; entenda

  • 06/05/2026
(Foto: Reprodução)
El Niño em Santa Catarina Santa Catarina pode sentir os efeitos do El Niño mais cedo neste ano. Segundo metereologistas, o fenômeno está se formando de forma acelerada e já deve influenciar o clima a partir do inverno, com aumento das chuvas e temperaturas mais altas. A previsão também indica um verão com calor intenso e maior frequência de ondas de calor. 🌊 ENTENDA: O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico. O fenômeno acontece com frequência a cada dois a sete anos. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Por que o El Niño importa tanto? De acordo com o gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil, Frederico Rudorff, há uma alta probabilidade de o fenômeno ser forte. “As águas do Pacífico Equatorial têm aquecido de forma bastante acelerada. Temos uma confiança muito grande de que será um El Niño forte e cerca de 25% de chance de ser muito forte”, afirmou. Fenômeno deve começar a dar sinais em julho Roberto Zacarias/ Secom SC Segundo ele, esse cenário pode trazer impactos diretos para o estado. A expectativa é de chuvas mais intensas e frequentes a partir do inverno, além de um verão muito quente. “Isso pode causar ondas de calor e favorecer surtos de dengue, por causa da combinação de altas temperaturas e umidade”, explicou. Sinais devem começar em Julho Segundo o Fórum Climático Catarinense, que reúne meteorologistas e pesquisadores, o fenômeno atual está se desenvolvendo mais rapidamente e deve começar a dar sinais já em julho. A tendência é que ele ganhe força na primavera, com impactos mais intensos no Sul do Brasil entre outubro e novembro. No geral, o El Niño altera a circulação da atmosfera, interfere na formação de nuvens e na distribuição das chuvas. Em Santa Catarina, isso costuma resultar em precipitações acima da média, temperaturas elevadas e menor frequência de massas de ar frio durante o inverno. Ricardo Wolffenbuttel/Secom/Arquivo O El Niño e as enchentes Apesar da expectativa, Rudorff alerta que o El Niño não é o único fator responsável por enchentes. Ele lembra que episódios de grandes inundações em Santa Catarina também ocorreram em anos de La Niña, como em 2008 e 2011. Ainda assim, o fenômeno aumenta o risco. “Com mais chuva, cresce a chance de inundações no estado”, disse. O histórico recente também preocupa. O último El Niño, entre 2023 e 2024, já trouxe impactos significativos em Santa Catarina, o que reforça a necessidade de preparação antecipada. LEIA MAIS: 'Quem agride, mata’: pastora orienta mulheres a buscar delegacia em vez de orar por agressor em maior evento evangélico do Brasil Maquiadora brasileira sofre acidente de trânsito e é colocada em coma induzido na Nova Zelândia 🌎 Por que o El Niño importa tanto? O El Niño faz parte de um ciclo natural do clima que alterna fases quentes (El Niño), frias (La Niña) e neutras — com impactos em várias regiões do planeta. Esse aquecimento muda a circulação da atmosfera e altera o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. O fenômeno também influencia a temperatura global. Em anos de El Niño mais intenso, o planeta costuma registrar calor acima da média, somando-se ao aquecimento global. A intensidade varia de um evento para outro, assim como os impactos. E, com o planeta já mais quente, mesmo episódios moderados podem ter efeitos mais fortes do que no passado. Risco de super El Niño existe, mas especialistas pedem cautela Risco de super El Niño existe, mas especialistas pedem cautela O boletim climático divulgado em abril pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU indica que o El Niño deve se desenvolver entre maio e julho deste ano e pode se intensificar nos meses seguintes A entidade alerta, porém, que as previsões para esse período têm limitações naturais de precisão e que a confiança nos modelos tende a aumentar após abril. A OMM também evita classificações como "super El Niño", por não fazer parte de sua nomenclatura oficial. Cada episódio do El Niño tem características próprias, mas o fenômeno costuma estar associado a mais chuva no sul da América do Sul, no sul dos Estados Unidos, no Chifre da África e na Ásia Central, e a períodos de seca na Austrália, na Indonésia e em partes do sul da Ásia. Segundo a OMM, o fenômeno também tende a elevar as temperaturas globais. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/05/06/el-nino-chega-mais-cedo-sc-previsao-inverno-chuvoso-verao-ondas-calor-entenda.ghtml


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