Empresário preso por fraude em venda de terrenos também é suspeito de dar golpes com empresa energia solar no ES
21/07/2026
(Foto: Reprodução) Vinicius Pires da Silva Allazio, 40 anos, foi preso por suspeita de fraude com venda irregular de terrenos em Vila Velha
Divulgação/Sesp
O empresário Vinicius Pires da Silva Allazio, 40 anos, que foi preso por suspeita de fraude com venda irregular de terrenos em Vila Velha, na Grande Vitória, também é investigado por supostos golpes envolvendo sua empresa do ramo de energia solar, a VP Solar.
Segundo vítimas, a empresa recebia pagamentos adiantados por equipamentos e serviços de instalação que não eram entregues pela empresa de Vinicius Pires. Ao entrarem em contato, não conseguiam falar com ninguém e ficavam com o prejuízo.
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Contra Vinicius havia dois mandados de prisões preventivas. O empresário foi detido, inicialmente, no dia 9 de julho, por estelionato, em um loteamento irregular na Barra do Jucu. Na ocasião, foi apreendido com ele um cheque de R$ 100 mil de uma das vítimas.
"Ele praticou estelionatos com vendas de placas solares, e não satifeito, entrou no ramo de imobiliária, vendendo terrenos que nao eram dele", afirmou o delegado chefe do Departamento Especializada de Investigações Criminais (Deic), Gabriel Monteiro.
De acordo com a investigação, Vinicius integra um grupo suspeito de comercializar terrenos pertencentes a terceiros utilizando documentos falsos em nome de uma empresa para dar legalidade às negociações.
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Empresário é preso suspeito de aplicar golpes em terrenos de Vila Velha
Segundo a Polícia Civil, ele utilizava documentos em nome de uma empresa para conferir falsa aparência de legalidade às negociações. Com o empresário, a polícia apreendeu um cheque de R$ 100 mil que, segundo a investigação, seria de uma das vítimas do esquema.
"É um golpe complexo, envolvendo corretores, uma empresa de construção civil e vigílias. Ele mostrava para as vítimas que era legalizado, mas no final, não era. Ele vendia terrenos dentro de uma área de 62 mil metros quadrados, avaliada em R$ 670 milhões, com brigas judiciais", disse Monteiro.
Estelionato com energia solar
Contra Vinicius, havia um mandado de prisão preventiva por outro processo que apura também o crime de estelionato, dessa vez com relação ao ramo de energia solar, com recebimento de pagamentos por equipamentos e serviços de instalação que não eram entregues às vítimas.
Além de Vinicius, o sócio dele também é citado nos processos. No entanto, não há informações de que ele seja alvo das investigações da Polícia Civil.
Vítimas de golpe de energia solar
Uma aposentada de 85 anos e uma igreja afirmam terem sido vítimas do empresário e de seu sócio. O advogado Lisandri Paixão Santana Lima Junior representa os dois.
A aposentada, moradora do distrito de Timbuí, em Fundão, contratou, em outubro de 2024, a instalação de um sistema de energia solar no valor de R$ 65 mil e pagou R$ 50 mil de entrada. O prazo para entrega e instalação era de 70 a 100 dias e, segundo a defesa, expirou em janeiro de 2025 sem que o serviço fosse realizado.
"A partir do momento que venceu o prazo, a empresa começou a prometer que iria fazer a instalação. Além do prejuízo do pagamento em si, há o prejuízo daquilo que deixou de ser usado", disse o advogado.
Segundo Lisandri Paixão, a empresa começou a encerrar as atividades presenciais ainda no início de 2025.
"No início de 2025, havia diversas lojinhas da empresa em vários locais, como Serra, Vitória e também no interior do Estado. A principal funcionava em Venda Nova do Imigrante", afirmou.
Ainda de acordo com ele, as unidades físicas foram fechadas sob a justificativa de uma reestruturação.
"Eles simplesmente encerraram a atividade e informaram que estariam se reestruturando, mas que haveria atendimento online. De fato, continuou o atendimento online, mas esse atendimento serviu só para ganhar tempo. A gente não conseguiu identificar ninguém que tenha recebido a entrega dos produtos. O que aconteceu foi o ajuizamento de diversas ações", disse.
Igreja cai em golpe
Outra vítima do golpe da empresa de energia solar é uma igreja evangélica da Serra, que afirma ter pago R$ 64.990 pela compra e instalação de um sistema de energia solar fotovoltaica.
Segundo a ação, o contrato foi assinado em outubro de 2024 e previa a entrega do equipamento em até 100 dias, prazo encerrado em maio de 2025 sem que o serviço fosse concluído.
A igreja afirma que tentou resolver o problema diretamente com a empresa e também por meio do Procon, mas não obteve sucesso.
"É uma resposta para os cidadãos. Tivemos diversas vítimas, com prejuízos altos. Pessoas que fizeram financiamentos por produtos que não receberam e não irão receber. Serve para as pessoas se conscientizarem, procurarem a Polícia Civil para registrar ocorrência. Outras pessoas estão sendo investigadas e em breve serão alvo", finalizou o delegado-geral da PC, Jordano Bruno.
Empresário preso por fraude em venda de terrenos é suspeito de dar golpes com empresa energia solar no Espírito Santo
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