Entenda como agia grupo preso por criar mais de mil títulos de créditos falsos em Salvador; suspeitos movimentaram R$ 32 milhões

  • 15/09/2026
(Foto: Reprodução)
Grupo é suspeito fraude e movimentar R$ 32 milhões em Salvador As três pessoas presas nesta terça-feira (15), por suspeita de criar e negociar mais de mil títulos de crédito e recebíveis fraudulentos, em Salvador, usavam empresas veterinárias para dar aparência de regularidade aos documentos. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil (PC), que deflagrou a "Operação Sem Lastro" contra o grupo. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais. Os integrantes foram identificados como Caio Vinícius Sande Santos, que é apontado como principal suspeito dos crimes, além de Kaliana Argolo de Oliveira e Adriana Gonçalves Sande Santos, identificadas pela investigação como ex e atual esposa dele, respectivamente. (entenda as participações abaixo) 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Caio e Adriana foram presos em um condomínio de luxo, no bairro do Jardim Armação. Já Kaliana foi capturada no Jardim das Margaridas. Com eles, foram apreendidos celulares, tablets, escrituras, cadernos, comprovantes bancários e outros documentos que podem ajudar na investigação. Grupo é suspeito de criar mais de mil títulos de créditos falsos e movimentar R$ 32 milhões em Salvador Pedro Moraes / Polícia Civil da Bahia Conforme as apurações policiais, os investigados movimentaram mais de R$ 32 milhões, e o prejuízo estimado é superior a R$ 15 milhões. Os mais afetados pelas ações são donos de pequenos negócios. Um deles, inclusive, foi à falência após ser vítima. Veja abaixo os detalhes da investigação: Como funcionava o esquema Quem são os suspeitos e suas funções Como grupo protegia patrimônio Como comerciantes foram afetados Como funcionava o esquema Segundo a PC, o grupo criava títulos que simulavam dívidas reais de empresas. Os documentos eram negociados no mercado financeiro como se correspondessem a operações comerciais que, na verdade, não haviam acontecido. A investigação identificou mais de mil duplicatas falsas, envolvendo mais de 200 empresas que apareciam nos documentos como responsáveis pelos pagamentos, embora, segundo a polícia, não tivessem realizado as operações descritas. Para manter o esquema funcionando, os investigados também faziam pagamentos de alguns dos próprios títulos, usando recursos de empresas ligadas ao grupo. A prática, chamada de autopagamento, ajudava a criar uma falsa aparência de capacidade financeira e permitia, segundo a investigação, que novos títulos fossem negociados. Mesmo depois que as primeiras irregularidades foram descobertas, o principal investigado teria apresentado uma nova carteira de títulos fraudulentos no valor de R$ 17 milhões. Quem são os suspeitos e suas funções A investigação aponta que os três presos exerciam funções distintas dentro do esquema. São elas: Caio Vinícius Sande Santos atuava nas áreas financeira e comercial. Segundo a polícia, ele era responsável pela criação, falsificação e negociação dos títulos. Também participava dos pagamentos feitos para dar aparência de normalidade às operações. Caio Vinícius Sande Santos, preso em Jardim Armação atuava nas áreas financeira e comercial. Reprodução/Redes Sociais A administradora Kaliana Argolo de Oliveira atuava na área financeira e contábil. De acordo com os autos, ela participava da manipulação de balanços e informações financeiras para conferir aparência de solidez econômica às empresas utilizadas nas operações. A administradora Kaliana Argolo de Oliveira, presa no Jardim das Margaridas, atuava na área financeira e contábil. Reprodução/Redes Sociais Adriana Gonçalves Sande Santos é médica-veterinária e, segundo a polícia, atuava na área patrimonial e societária. Adriana Gonçalves Sande Santos é médica-veterinária e esposa do principal suspeito. Reprodução/Redes Sociais O g1 e a TV Bahia tentaram contato com as defesas dos suspeitos, mas tinham conseguido até a última atualização desta reportagem. Como grupo protegia patrimônio Um dos elementos analisados pela polícia foi a transferência, em 24 de março de 2026, da totalidade das cotas de uma empresa, avaliadas em R$ 1 milhão, para a terceira investigada. A operação ocorreu enquanto as investigações estavam em andamento e, segundo a apuração, estaria relacionada a uma suposta separação considerada simulada pelos investigadores. Publicações nas redes sociais, no entanto, indicaram a continuidade da relação e da convivência do casal. Para a polícia, a movimentação societária pode ter funcionado como uma forma de proteger o patrimônio e dificultar a recuperação de bens relacionados aos valores obtidos com as fraudes. Como comerciantes foram afetados Segundo o delegado José Nélis, responsável pela operação, o esquema afetou comerciantes e também investidores. Algumas pessoas tiveram os nomes protestados por títulos que, segundo a investigação, não correspondiam a dívidas reais. “O esquema atingiu comerciantes e investidores, além de diversas pessoas que tiveram seus nomes protestados indevidamente por títulos que não correspondiam a dívidas reais. Os prejuízos foram especialmente graves para pequenos comerciantes, levando alguns deles à falência”, detalhou. Ainda conforme o delegado, a movimentação de empresas e patrimônio também dificultou a localização e uma possível recuperação dos valores obtidos com as fraudes. A polícia informou que as investigações continuam para esclarecer a participação individual dos envolvidos, acompanhar o fluxo dos recursos e identificar possíveis outros integrantes do grupo. LEIA TAMBÉM: Homem é preso suspeito de envolvimento em esquema de roubos de veículos na Bahia Justiça mantém prisão de motociclista por aplicativo suspeito de estuprar passageira na Bahia Homem é espancado após intervir em importunação contra companheira no sudoeste da Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/09/15/entenda-como-agiam-suspeitos-presos-em-salvador.ghtml


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