Esposa de Lito Sousa desmente boatos de melhora após tratamento experimental: 'situação continua complicada'
26/09/2026
(Foto: Reprodução) "Não tem nenhuma melhora, a situação continua muito complicada', diz esposa de Lito Sousa
A esposa do influenciador Lito Sousa, Mila Seidl, publicou um vídeo emocionado nas redes sociais para desmentir rumores sobre uma suposta melhora no estado de saúde do marido, que recentemente iniciou um tratamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob.
Visivelmente abalada, Mila pediu que os seguidores parem de compartilhar notícias sem confirmação. "Eu não sei quem começa a inventar essas histórias de que a mão recuperou. Eu não falei isso em nenhum momento", disse.
Segundo ela, a divulgação de informações incorretas aumenta o sofrimento da família, que acompanha a evolução do quadro de saúde do influenciador. "Dói pra gente que está aqui como família, vivenciando coisas difíceis, ficar lendo coisas que não são verdadeiras", afirmou.
Esposa de Lito Sousa desmente rumores sobre suposta melhora no estado de saúde do influenciador
Reprodução/Instagram
Com semblante de choro, Mila falou sobre a pressão emocional enfrentada desde o diagnóstico. Ela disse que costuma aparecer nas redes sociais apenas quando consegue se recompor emocionalmente.
"Vocês dizem que eu sou forte. Eu não sou forte. A diferença é que eu não filmo todas as vezes que eu estou assim. Na hora que aparece aqui para vocês, normalmente, é a hora que eu me recompus", declarou.
A esposa de Lito negou que o influenciador tenha apresentado qualquer melhora desde que recebeu a substância experimental.
"Não tem nenhuma melhora, gente. Zero. Não tem melhora. Tá? A situação continua complicada", disse.
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Mila também afirmou que seria a primeira pessoa a compartilhar qualquer evolução positiva do quadro de saúde do marido caso ela acontecesse.
"Se tivesse uma notícia boa, alguma coisa boa, eu seria a primeira a vir aqui falar. É tudo que eu mais quero, é ver saindo em todos os sites alguma coisa maravilhosa", afirmou.
Ela também questionou a origem dos boatos.n"Por que inventar coisas que não existem? Quem é que acordou hoje e resolveu dar essa notícia que não existe? Eu não sei."
Lito Sousa em vídeo publicado nesta sexta (4)
Reprodução
Tratamento experimental
Lito Sousa foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade neurológica rara e sem cura conhecida. Na tentativa de conter o avanço da doença, o influenciador recebeu uma substância experimental chamada ALN-6457, produzida pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals.
A importação do produto foi autorizada em caráter excepcional pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Como a substância ainda está em estágio pré-clínico e não havia sido testada formalmente em seres humanos para esse tipo de doença, Lito se tornou o primeiro paciente a receber o tratamento.
O produto chegou ao Brasil neste mês após uma operação conjunta da Receita Federal e da Anvisa para acelerar sua liberação. Segundo a família, a rapidez era considerada essencial porque o potencial terapêutico da substância diminui com o passar das horas.
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De acordo com Mila, o acesso ao medicamento ocorreu por meio do mecanismo de uso compassivo, destinado a pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas disponíveis. A família afirma que conduziu diretamente as negociações com a farmacêutica e reuniu a documentação médica necessária para obter as autorizações exigidas no Brasil e nos Estados Unidos.
No Brasil, a doença atinge principalmente pessoas mais velhas: a faixa de 55 a 74 anos concentrou 60,2% das notificações, com idade média de 66 anos entre os casos suspeitos — perfil diferente do caso de Lito, já que a forma esporádica costuma acometer pessoas entre 60 e 80 anos.
A literatura usada pelo Ministério da Saúde indica que cerca de 90% dos pacientes evoluem para óbito entre seis meses e um ano após o início dos sintomas, com sobrevida média de cinco meses — dado que reforça a gravidade do quadro relatado pela família de Lito. Entre as notificações analisadas, houve 290 registros de óbito pelo agravo, embora o boletim aponte falhas no preenchimento e acompanhamento dos dados.
Segundo levantamento do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 547 casos confirmados da enfermidade entre 2005 e 2021 — período que corresponde aos primeiros 17 anos desde que a DCJ passou a integrar a lista de notificações compulsórias.
Entenda a doença de Lito Sousa
Arte/g1