Estudante de Direito é presa dentro de delegacia suspeita de se passar por advogada na Serra Gaúcha
09/03/2026
(Foto: Reprodução) Seção de Investigação da Delegacia de Polícia de Canela
Divulgação/Polícia Civil
Uma mulher foi presa em flagrante na manhã desta segunda-feira (9) por exercício ilegal da advocacia dentro da Delegacia de Polícia de Canela, na Serra Gaúcha. De acordo com a polícia, a investigada compareceu à delegacia acompanhando uma mulher em situação de vulnerabilidade, que é vítima em um procedimento em andamento.
No início da oitiva, a vítima informou que estava acompanhada de sua advogada, referindo-se à suspeita. Os policiais intervieram quando perceberam que a mulher não possui inscrição regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para exercer a profissão. Ela seria estudante de Direito.
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O delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, informou que a prisão em flagrante é um desdobramento de uma investigação que já estava em curso. Um inquérito policial apurava denúncias de que a mulher se apresentava como advogada para captar clientes e formalizar supostos contratos de prestação de serviços jurídicos.
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Em um dos casos investigados, uma vítima relatou ter repassado aproximadamente R$ 20 mil à suspeita sob a promessa de uma atuação jurídica. A polícia também analisa registros documentais que indicam que a investigada assinava contratos e se apresentava publicamente como advogada, inclusive em entrevistas gravadas para veículos da mídia local e regional.
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A mulher foi conduzida ao sistema prisional. A Polícia Civil ainda apura a eventual existência de outras vítimas dos golpes.
O que diz a OAB
Em nota pública divulgada nesta segunda-feira (9), a Subseção Canela Gramado da OAB/RS se manifestou sobre o caso. Assinado pelo presidente Roberto Maldaner, o comunicado expressa "absoluta confiança e respeito pelo trabalho das autoridades policiais" na proteção da atividade privativa da advocacia.
A entidade esclareceu que não teve participação ou qualquer interferência nos atos policiais e destacou que a mulher detida não é advogada.
"A mencionada detida não é advogada, logo, não tem direitos institucionais ou prerrogativas atendidos por este órgão de classe", afirma a nota.
A OAB reforçou seu compromisso social e lembrou que disponibiliza ferramentas para que o público consulte a regularidade dos profissionais, como o Cadastro Nacional de Advogados, a fim de evitar golpes.
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