Ex-gerente de terceirizada da Copel é preso no Paraná suspeito de quitar contas de energia de familiares sem pagamento e causar prejuízo de R$ 311 mil
29/10/2026
(Foto: Reprodução) Homem é preso em Toledo
PCPR
Um homem de 36 anos foi preso nesta quinta-feira (29), em Toledo, no oeste do Paraná, suspeito de quitar contas de energia elétrica de familiares sem que os valores fossem pagos. Segundo a Polícia Civil, ele trabalhava como gerente de uma empresa terceirizada da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 311 mil à empresa.
A investigação aponta que o suspeito alterava a titularidade de contas de energia e dava baixa em faturas de pessoas próximas, fazendo com que os débitos fossem regularizados sem o pagamento correspondente.
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Segundo a Polícia Civil, o homem também é investigado em outro inquérito, por suspeita de aplicar golpes em clientes de uma concessionária de motocicletas da cidade. Nesse caso, o prejuízo estimado é de R$ 370 mil.
As duas investigações levaram a polícia a solicitar a prisão preventiva do suspeito, que foi autorizada pela Justiça e cumprida na manhã desta quinta-feira (29). A identidade dele não foi divulgada.
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"Ele praticava a troca de titularidades e a baixa de faturas de pessoas próximas a ele, gerando um prejuízo a essa empresa de cerca de R$ 311 mil", explicou o delegado Rodrigo Baptista Santos.
O homem foi interrogado e optou por permanecer em silêncio. Depois, foi encaminhado à Cadeia Pública de Toledo, onde permanece à disposição da Justiça.
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Golpes em concessionária de motocicletas
Além da fraude nas contas de energia, o suspeito é investigado por golpes praticados em uma concessionária de motocicletas de Toledo, onde também trabalhou.
Segundo a Polícia Civil, ele aproveitava a função que exercia na empresa para receber pagamentos de clientes sem repassar o dinheiro à concessionária.
Entre as práticas investigadas, o homem solicitava que compradores transferissem o valor de entrada das motocicletas por Pix diretamente para sua conta bancária. Em outros casos, utilizava uma máquina de cartão de crédito particular para receber os pagamentos.
"Dentre os golpes, ele solicitava pagamentos de entradas dessas motocicletas com os Pix diretamente em sua conta ou através de uma máquina de cartão de crédito de sua propriedade, e não da concessionária", explicou o delegado.
A investigação aponta que os crimes ocorreram entre abril e julho deste ano e causaram prejuízo estimado em R$ 370 mil.
Pelo menos dez pessoas foram identificadas como vítimas. Uma delas teria perdido aproximadamente R$ 200 mil.
O suspeito também é investigado por ter se apropriado de um notebook pertencente à concessionária.
Somados, os prejuízos estimados nas duas investigações chegam a aproximadamente R$ 681 mil.
A Polícia Civil informou que os casos continuam sendo investigados e que outras vítimas podem ser identificadas.
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