Gêmea que morreu com síndrome rara de velhice precoce fazia sucesso com irmã nas redes e tinha mais de 1 bilhão de visualizações

  • 02/10/2026
(Foto: Reprodução)
Gêmea que morreu com síndrome rara de velhice precoce fazia sucesso com irmã nas redes e t A gêmea Elis Lima Carneiro, que morreu e tinha uma síndrome rara de velhice precoce, fazia sucesso nas redes sociais com a irmã, Eloá. Juntas, elas acumulam mais de 1 bilhão de visualizações. A família compartilhava a rotina de brincadeiras, exames e cuidados das meninas, sempre animadas e vestidas com roupas coloridas. No TikTok, o perfil delas tem 2,6 milhões de seguidores. Ao todo, são 73 publicações com mais de 970 milhões de curtidas. No último vídeo publicado em 2025, um ano antes da morte de Elis, as gêmeas aparecem rindo uma para a outra enquanto brincam com uma boneca de pano. Na legenda, a publicação diz: "pov: você tem alguém pra dividir as coisas boas da vida". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O vídeo mais visualizado do perfil tem mais de 144 milhões de visualizações e mostra uma das gêmeas impedindo a outra de pegar um copo. Elis tinha cinco anos. Ela e a irmã foram diagnosticadas com a rara síndrome de Hutchinson-Gilford, conhecida como progéria, que, além de causar envelhecimento precoce, afeta o desenvolvimento. As duas eram consideradas as únicas pessoas gêmeas no mundo com a condição rara. Elis Lima Carneiro Arquivo pessoal 'Alguém pra dividir as coisas boas da vida' Com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, há vídeos sobre o desenvolvimento delas, desde quando aprenderam a falar e andar até momentos de descontração, com danças e natação. A família também mostrava o ativismo em defesa de pessoas com síndromes raras. No perfil delas, o uso das redes sociais é definido como uma forma de transformar "a vulnerabilidade em força". As meninas compartilhavam tudo entre elas desde a gravidez. Brincavam e até "brigavam" juntas. Em vídeos de humor, Eloá aparecia dizendo que era "forte" enquanto mostrava os braços. Quando Elis fazia o mesmo, Eloá ria e brincava com a irmã. Também havia publicações das meninas ajudando o irmão a plantar, mesmo com as dificuldades provocadas pela doença. Em uma delas, a legenda dizia: "criança tem que ser criança". Até nos momentos mais sérios, como exames e idas ao hospital, as duas apareciam se divertindo. Em uma publicação, que teve mais de 679 mil visualizações, Eloá aplicava em si mesma uma injeção de papel que ela própria havia pintado. Os seguidores também acompanharam o processo de desfralde das meninas. 'Sempre foi sorridente' Para a mãe, Eleismar Carneiro, Elis "Sempre foi sorridente, extrovertida e, quando não gostava de alguma coisa, reclamava". "Elis era meiga, carinhosa, zangada e gostava de brincar de carrinho. Ela não gostava de dividir os brinquedos com a irmã. Não era medrosa, ela era meio doidinha, gostava de coisas engraçadas e ria por tudo. Amava as músicas do 'seu Lobato tinha um sítio', ou Bebê tubarão. Era encantadora", disse Eleismar. Ao g1, o irmão das gêmeas, Guilherme, contou que a história de Elis não é sobre como ela partiu, mas sobre o que ela ensinou durante esses cinco anos. "Ela ensinou sobre força, coragem, amor e sobre valorizar a vida todos os dias. Tenho certeza de que ela deixou um legado muito maior do que a gente consegue dimensionar agora. Ela tocou muitas pessoas, deu visibilidade às doenças raras e mostrou que, mesmo em uma vida tão pequena em tempo, é possível deixar uma história imensa", disse Guilherme. Com os olhos marejados e a voz embargada, Guilherme escreveu no vídeo em que anunciou o falecimento da irmã que ela "foi muito forte" e que "viveu cercada de amor". Eloá à esquerda e Elis à direita Arquivo pessoal Morte de Elis A informação foi divulgada em um vídeo publicado pelo irmão das gêmeas, Guilherme Lago, que cuidava delas. Na publicação, ele disse que Elis foi muito forte, lutou muito, "nos surpreendeu muitas vezes e viveu cercada de amor". "Hoje a Elis descansa no Senhor. É muito difícil porque a gente não queria que isso acontecesse, mas a gente também não pode ser egoísta. Eu acho que o Senhor foi muito bom com a gente e eu tenho certeza que todo mundo foi impactado pela vida da Elis, pela história da Elis com a gente, e esse não é o fim. Hoje a gente se despede com muito carinho", disse. A história delas ficou conhecida após o g1 publicar uma reportagem sobre a síndrome e o diagnóstico, em 2023. Na época, elas foram os primeiros casos da síndrome atendidos pela rede estadual de saúde de Roraima. No mesmo ano, as irmãs conquistaram milhares de seguidores nas redes sociais, que passaram a acompanhar a rotina das meninas. No aniversário das gêmeas, em maio de 2026, as duas passaram a data separadas. Eloá estava internada, enquanto Elis estava em casa. LEIA TAMBÉM: Gêmeas com síndrome do envelhecimento viram fenômeno na internet e conquistam fãs: 'recebem muito amor' Mãe de gêmea com síndrome da velhice precoce que morreu em Roraima faz homenagem: 'ria por tudo' Morre gêmea diagnosticada com síndrome rara da velhice precoce em Roraima O que é a síndrome A síndrome progéria de Hutchinson-Gilford é uma síndrome rara que causa envelhecimento precoce e afeta o desenvolvimento. Segundo a neuropediatra Charlote Briglia, que atendia as irmãs, em entrevista ao g1 em 2023, a condição acelera o processo de envelhecimento em cerca de sete vezes em relação à taxa normal. Entre as características associadas à síndrome estão baixo crescimento, perda de cabelo, falta de gordura corporal e muscular, pele fina e sensível, veias visíveis, voz aguda e rigidez nas articulações. A condição também pode afetar os sistemas cardiovascular e vascular, além de provocar fragilidade óssea e dificuldades de nutrição. "Os sistemas do organismo vão sofrer as consequências desse envelhecimento. A pele é bem afetada por esse desgaste, tudo fica mais frágil. A pele reage mais ao sol, à luminosidade. O sistema cardiovascular vai sofrer antes do tempo de situação previstas para acontecer só no futuro", explicou. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

FONTE: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/10/02/gemea-que-morreu-com-sindrome-rara-de-velhice-precoce-fazia-sucesso-com-irma-nas-redes-e-tinha-mais-de-1-bilhao-de-visualizacoes.ghtml


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