Governo anuncia previsão do salário mínimo de 2026
29/08/2025
(Foto: Reprodução) Governo Federal envia ao Congresso Nacional proposta para o orçamento 2026
O governo federal enviou nesta sexta-feira (29) ao Congresso a proposta de orçamento do ano que vem.
A previsão para o salário mínimo é de R$ 1.631 no próximo ano, alta de mais de 7%. O aumento considera a variação da inflação e o crescimento da economia, e ficou dentro do limite de crescimento de gastos do arcabouço fiscal.
Já com relação às despesas, o governo projeta aumento de 9% – mais de 92% são despesas obrigatórias. O principal gasto será o pagamento de benefícios da Previdência, passando de R$ 1,1 trilhão, um aumento de 11%. O gasto com a Previdência continua vinculado ao percentual de reajuste do salário mínimo, o que tem sido criticado por especialistas.
Outros gastos obrigatórios continuam pesando nas contas do governo. São aqueles ligados a pessoal e encargos sociais – o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O governo reservou mais de R$ 40 bilhões para emendas parlamentares impositivas, para senadores e deputados, quase R$ 2 bilhões a mais do valor proposto no orçamento atual.
Num ano eleitoral, o governo quer gastar mais com investimentos: R$ 83 bilhões, um aumento de 12%. O PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, também vai ter um aumento de 6,5%, chegando a quase R$ 53 bilhões.
Num ano eleitoral, o governo quer gastar mais com investimentos: R$ 83 bilhões, um aumento de 12%. O PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, também vsi ter um aumento de 6,5%, chegando a quase R$ 53 bilhões.
Jornal Nacional
Já a previsão de inflação é de 3,6%. A previsão da equipe econômica é conseguir atingir um superávit de mais de R$ 34 bilhões no ano que vem.
Mas, apesar de cumprir a meta no papel, na prática, o governo espera chegar a um rombo de R$ 23 bilhões. É que, na prática, o governo pode retirar do cálculo gastos com precatórios e dívidas judiciais, por exemplo.
"Só um esclarecimento que é importante ter em mente: o esforço de receita supera o aumento da despesa, sem dúvida. A gente vai para o ano que vem com uma limitação do arcabouço a 2, um reajuste real do orçamento em razão do arcabouço, de 2,5%. E a gente para ultrapassar esse ganho de espaço fiscal para as despesas, e fixar um superávit para o ano que vem, estou fazendo um esforço de receita maior do que o esforço de despesa, isso por lógica", declarou Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda.
O economista Flávio Ataliba afirma que o governo Lula continua contando com o aumento das receitas, quando deveria cortar despesas.
"Porque as receitas podem não acontecer e aí compromete todo planejamento orçamentário do governo. Entretanto, é importante que diversas ações que foram colocadas em prática nos últimos anos precisam realmente ter um controle maior, um controle mais efetivo dessas despesas de forma a que você não tenha um orçamento desequilibrado e isso é necessário exatamente olhar em toda máquina pública, todo aquele desperdício de gasto que se está colocando em prática para corrigir eventualmente essa situação".