'I am Jane Doe': onda de apoio toma redes após denúncia de estupro coletivo em universidade dos EUA
07/10/2026
(Foto: Reprodução) Uma pessoa segura um cartaz em apoio a Jane Doe durante um protesto na Universidade Cornell, na segunda-feira, 5 de outubro de 2026, em Ithaca, Nova York.
AP Photo/Adrian Kraus
Milhares de publicações com a frase “I am Jane Doe” (“Eu sou Jane Doe”, em tradução livre) passaram a circular nas redes sociais em apoio a jovem que acusa sete integrantes de uma fraternidade da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, de estuprá-la em 2024.
O caso voltou a ganhar repercussão no fim de setembro quando um jornal estudantil independente revelou uma ação judicial movida pela jovem contra a universidade. A vítima afirma que a instituição não a protegeu e aplicou punições brandas aos acusados.
As publicações costumam ser acompanhadas de relatos pessoais de abuso e violência sexual. Segundo a Associated Press, a mobilização teve como objetivo proteger a jovem diante das tentativas de grupos de divulgar sua identidade real na internet.
O movimento remete ao #MeToo, que ganhou força em 2017. Na época, milhões de mulheres compartilharam relatos de assédio e violência sexual nas redes sociais após denúncias de grande repercussão envolvendo figuras poderosas de Hollywood.
Protestos
Na segunda-feira (5), centenas de manifestantes ocuparam o campus da Universidade Cornell, que é considerada uma Ivy League, para protestar contra a condução do caso.
Segundo a Reuters, eles exigiram uma investigação externa sobre a atuação da administração da universidade, a realização de audiências independentes e a adoção de sanções mínimas padronizadas para casos de violência sexual no campus.
Os participantes também defenderam melhorias no treinamento da polícia universitária para o atendimento de denúncias de violência e assédio sexual, além de pedir a renúncia do presidente da universidade.
Houve relatos de vidros quebrados e paredes pichadas.
Agora no g1
O caso Jane Doe
Na ação civil, uma melhor com pseudônimo "Jane Doe" relata que, em uma noite de outubro de 2024, foi à fraternidade Chi Phi, uma associação estudantil exclusivamente masculina de Cornell, no estado de Nova York, para encontrar um amigo.
Segundo a denúncia, ela foi incentivada a consumir grandes quantidades de drogas e álcool e, em seguida, estuprada e submetida a maus-tratos por sete estudantes durante quase sete horas.
A ação inclui capturas de tela de um grupo de mensagens da fraternidade. Nas conversas, os estudantes acusados teriam convidado outros colegas a entrar no quarto onde a jovem estava.
Com informações da Agência Reuters e Associated Press.
Uma placa na Universidade Cornell, em meio a uma investigação sobre supostos casos de violência sexual na fraternidade Chi Phi, em Ithaca, Nova York, EUA, em 6 de outubro de 2026. REUTERS
REUTERS/Angelina Katsanis