Investigação avança e atinge estrutura financeira de facção criminosa em MT

  • 02/07/2026
(Foto: Reprodução)
Segunda fase da Operação Golden foi realizada nesta quinta-feira (2). PJC/MT Nesta quinta-feira (2), a Polícia Civil realizou a segunda fase da Operação Golden, voltada ao combate de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A nova etapa tem como foco atingir a estrutura financeira do grupo e interromper a circulação de recursos obtidos com atividades ilegais. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 14 medidas judiciais. Entre elas estão cinco mandados de busca e apreensão, oito bloqueios de contas bancárias e ativos financeiros que somam até R$ 283,5 mil, além de uma medida cautelar alternativa à prisão. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias Polo de Cuiabá. As ações ocorrem nas cidades de Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra, em Mato Grosso, além de Itabela, no sul da Bahia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Entre os investigados está um detento que atualmente cumpre prisão em São Paulo por determinação da Justiça de Mato Grosso. Segundo a Polícia Civil, ele possui antecedentes por tráfico de drogas, homicídio e outros crimes. A operação é resultado das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio das delegacias regionais de Pontes e Lacerda, Tangará da Serra e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil da Bahia. Agora no g1 Investigação começou após prisão de casal Na primeira fase da Operação Golden, realizada no dia 13 de março de 2025, foram cumpridas 18 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva, buscas e apreensões e bloqueios de bens de suspeitos ligados ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. As investigações começaram depois da prisão em flagrante de um casal suspeito de atuar no comércio de entorpecentes. A partir das apurações, os policiais identificaram que o grupo utilizava contas bancárias de terceiros e um estabelecimento comercial para esconder e movimentar o dinheiro obtido com a venda de drogas. Durante o avanço das diligências, equipes da Denarc apreenderam mais de R$ 692 mil em dinheiro vivo e R$ 222 mil em cheques durante buscas realizadas em Cáceres (MT). Além disso, valores mantidos em contas dos investigados também foram bloqueados por determinação judicial. Empresa de fachada movimentou mais de R$ 600 mil Com a continuidade das investigações, a Polícia Civil identificou novos integrantes da organização criminosa e ampliou o rastreamento da movimentação financeira do grupo. Segundo a Denarc, uma empresa registrada em nome de um dos investigados, sem histórico comercial relevante e com renda declarada considerada baixa, movimentou mais de R$ 600 mil em apenas dois meses. Para os investigadores, não havia atividade econômica compatível que justificasse esse volume de recursos. As apurações também apontaram transferências bancárias entre pessoas investigadas por participação na facção e suspeitos que já possuem antecedentes por tráfico de drogas. De acordo com o delegado André Rigonato, responsável pelo caso, também foram identificados repasses financeiros destinados à empresa investigada, que apresentava características incompatíveis com a atividade declarada. Para a Polícia Civil, há indícios de que pessoas físicas e jurídicas tenham sido utilizadas para ocultar a origem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Material apreendido será analisado Durante o cumprimento dos mandados desta quinta-feira (2), os policiais apreenderam celulares, computadores, documentos e outros materiais que passarão por perícia. O objetivo é reunir novas provas e dar continuidade às investigações. Segundo o delegado André Rigonato, o bloqueio de bens e valores busca impedir que os investigados escondam ou transfiram recursos que possam ter origem criminosa, além de preservar provas e garantir eventual ressarcimento de danos ao final do processo. A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas medidas judiciais poderão ser adotadas caso outros envolvidos sejam identificados.

FONTE: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2026/07/02/investigacao-avanca-e-atinge-estrutura-financeira-de-faccao-criminosa-em-mt.ghtml


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