Israel rejeita plano de Trump para Gaza e condiciona retirada ao desarmamento do Hamas
09/08/2026
(Foto: Reprodução) Benjamin Netanyahu em 2 de setembro de 2024
Ohad Zwigenberg / Pool / AFP
Israel rejeitou a mais recente proposta elaborada pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza e aceita pelo Hamas, que previa o início da segunda etapa do acordo de paz proposto pelo presidente Donald Trump.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (9) que as tropas de Israel não deixarão o território palestino até que o Hamas esteja “verdadeiramente desarmado”.
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Segundo Netanyahu, Israel rejeita o documento de 15 pontos apresentado no fim de julho pelo chamado “Conselho de Paz” de Trump. A declaração foi feita durante uma reunião de gabinete do governo israelense.
“Israel rejeita o documento de 15 pontos”, afirmou o primeiro-ministro, segundo a agência de notícias AFP. Netanyahu acrescentou que o Exército israelense “não fará nenhuma retirada” de Gaza enquanto não houver o desarmamento do Hamas.
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A posição coloca um obstáculo ao avanço da segunda fase do plano de paz elaborado pelo governo Trump.
O roteiro previa uma série de medidas para avançar na estabilização e reconstrução de Gaza, mas o desarmamento do Hamas permanece como um dos principais pontos de divergência entre Israel e o grupo palestino.
Trump havia anunciado na semana passada que o chamado Conselho de Paz havia alcançado um acordo com o Hamas sobre o desarmamento do grupo, em um passo que, segundo o presidente americano, poderia abrir caminho para a continuidade do processo de paz.
A posição de Netanyahu, porém, indica que Israel considera insuficientes os termos atualmente apresentados.
Netanyahu faz nova ameaça ao Irã
Durante a mesma reunião de gabinete, Netanyahu também afirmou que Israel continuará impedindo que o Irã obtenha armas nucleares, independentemente do andamento das negociações diplomáticas entre Teerã e Washington.
“Quero enfatizar mais uma vez: com ou sem acordo, enquanto eu for primeiro-ministro, o Irã não terá armas nucleares”, declarou.
A fala ocorre em meio a uma nova escalada de tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Segundo a Reuters, Teerã afirmou neste domingo que um acordo com Omã para estabelecer novas rotas de navegação no Estreito de Ormuz está nos “estágios finais”, mas condicionou a reabertura da passagem ao cumprimento de outras exigências por parte dos Estados Unidos.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Antes do bloqueio promovido pelo Irã em resposta aos ataques americanos e israelenses, cerca de um quinto das remessas globais desses produtos passava pela região, segundo a Reuters.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã também exige compensações dos Estados Unidos pelos ataques sofridos, além do fim de ameaças e sanções contra o país.
A Reuters informou ainda que os houthis, aliados do Irã no Iêmen, reivindicaram um ataque contra uma refinaria da Saudi Aramco em Jazan, na Arábia Saudita.
O Ministério da Energia saudita confirmou que houve um incêndio na instalação, posteriormente controlado, mas não informou a causa.