Itália investiga pintura de anjo em igreja comparada à primeira-ministra Giorgia Meloni
01/02/2026
(Foto: Reprodução) Giorgia Meloni e a pintura restaurada em igreja em Roma
Vincenzo Livieri/Reuters
A restauração da pintura de um anjo em uma igreja no centro de Roma, na Itália, chamou atenção por ficar parecida com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, segundo o jornal "La Repubblica" no sábado (31). O Ministério da Cultura abriu uma investigação sobre o caso.
🖼️ Segundo o jornal, um dos dois anjos de uma capela da Basílica de São Lourenço em Lucina, na região central de Roma, foi alterado para se assemelhar à primeira-ministra. Antes da restauração, a figura tinha a aparência de um querubim genérico.
O Ministério da Cultura informou que determinou ao principal responsável pelo patrimônio artístico de Roma que realizasse uma inspeção da pintura restaurada antes de “decidir o que fazer a seguir”.
A restauração foi feita pelo mesmo artista que criou a pintura original, Bruno Valentinetti, que contestou a acusação de que alterou a imagem. “Restaurei o que já estava lá antes… há 25 anos”, disse.
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Na página principal do site do jornal italiano, é possível ver uma montagem com o antes e o depois da imagem. O registro de como a pintura estava antes está em baixa resolução, mas nele é possível notar que os traços do anjo estavam menos delineados, enquanto na restauração as luzes e sombras ficaram mais evidentes.
Reportagem do jornal italiano 'La Repubblica' sobre o caso da pintura
Reprodução/La Repubblica
🖌️ O pároco Daniele Micheletti disse à agência Ansa que as decorações da capela haviam sido recentemente retocadas após danos causados por água. As obras originais datam apenas de 2000 e, por isso, não estavam sob proteção do patrimônio histórico.
Meloni publicou uma foto da pintura no Instagram. “Não, definitivamente eu não pareço um anjo”, escreveu na legenda, acompanhada de um emoji de riso.
Giorgia Meloni publicou em seu perfil no Instagram a pintura
Reprodução/Instagram/@giorgiameloni
O partido de oposição Movimento Cinco Estrelas questionou: "Não podemos permitir que a arte e a cultura corram o risco de se tornar uma ferramenta de propaganda ou qualquer outra coisa, independentemente de o rosto retratado ser o da primeira-ministra".