Justiça concede à polícia acesso a dados da tornozeleira de suspeito de matar professor no Acre
30/11/2025
(Foto: Reprodução) Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, monitorado da Justiça, confessou ter assassinado e enterrado professor Reginaldo Silva Correa
Reprodução
A Justiça do Acre autorizou a Polícia Civil a ter acesso aos dados da tornozeleira eletrônica de Victor Oliveira da Silva, principal suspeito de matar o professor de dança Reginaldo Silva Corrêa e, em seguida, enterrá-lo em uma cova rasa em Epitaciolândia, no interior do Acre.
Silva está preso desde o dia 1º de outubro. Sua vizinha, Marijane Maffi, também responde por suspeita de ajudar a esconder o carro da vítima. O g1 não conseguiu contato com as defesas.
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Conforme a decisão da juíza de Direito Joelma Ribeiro Nogueira, a polícia pediu autorização judicial para acessar a geolocalização do suspeito, que era monitorado eletronicamente devido a outro crime, a partir da data do desaparecimento de Reggis.
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Após o parecer favorável à disponibilização dos dados, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) terá 10 dias para compartilhar o que foi solicitado.
"O período solicitado (25 a 29 de setembro de 2025) mostra-se razoável e proporcional, limitado ao estritamente necessário para a apuração dos fatos, abrangendo desde a data do suposto crime até o dia anterior à prisão em flagrante do representado. A medida pleiteada revela-se indispensável ao esclarecimento dos fatos e ao prosseguimento das investigações, não se vislumbrando outros meios de obtenção de prova menos gravosos que possam substituí-la com a mesma eficácia", avaliou a magistrada.
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Em depoimento, Victor confessou o crime e afirmou ter atraído o professor até sua casa para um encontro, onde os dois acabaram discutindo.
Ele contou que aplicou um golpe “mata-leão”, percebeu que a vítima não tinha mais batimentos cardíacos, dormiu ao lado do corpo e enterrou o professor no dia seguinte.
Ainda segundo a investigação, Marijane teria ajudado o suspeito a tentar ocultar o crime, pois levou o carro do professor até Cobija, na Bolívia, sob o pretexto de que o veículo estava sendo vendido.
Crime
Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis
Arquivo pessoal
Reggis foi encontrado morto em uma cova rasa no dia 1º de outubro, seis dias após desaparecer. O caso provocou comoção entre familiares, amigos e alunos. A Polícia Civil prendeu Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, e Marijane Maffi, de 46, apontados como suspeitos de envolvimento no assassinato.
Reggis, como era conhecido, havia desaparecido na noite de 29 de setembro, quando disse à ex-esposa, Keloiza Lima Paiva, que iria fazer uma entrega. Como a maior parte dos parentes dele não mora em Epitaciolândia, foi a mulher quem registrou boletim de ocorrência.
Ele havia retornado de uma viagem a Fortaleza e chegou a falar com Keloiza pouco antes de sumir. Reggis teve o corpo localizado em um terreno entre as casas dos dois suspeitos.
Acadêmico de Educação Física, ele também era agente territorial do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), coreografo e professor de dança no estilo zumba.
Ele deixou uma filha de seis anos. Após a confirmação da morte, parentes, amigos e instituições divulgaram notas lamentando o ocorrido.
Corpo foi encontrado em cova rasa em Epitaciolândia
Arquivo pessoal
Como a polícia chegou até os suspeitos?
Foi entregue aos investigadores um notebook que pertencia a Reggis. No equipamento, descobriram a conversa da vítima com Victor em um aplicativo de mensagens.
Como o suspeito já era monitorado eletronicamente pela Justiça devido um outro crime, os agentes conseguiram o endereço de uma obra onde ele estava trabalhando e o levaram para depor.
Logo que foi abordado pelos policiais, segundo a própria guarnição, ele começou a chorar e admitiu ter matado Reggis.
O suspeito também levou os policiais até o local onde o corpo do professor estava enterrado. Além disso, agentes da polícia boliviana localizaram o carro do professor e o entregaram à Polícia Civil do município vizinho.
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