'Mãe, eu te amo': universitária enviou mensagem à família antes de ser encontrada morta em condomínio onde vivia com namorado
20/09/2026
(Foto: Reprodução) Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio onde morava com namorado
A mensagem ‘Mãe, eu te amo’ foi o último contato que a universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, fez com a família antes de ser encontrada morta no condomínio onde morava com o namorado, na noite do dia 13 de setembro, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso, nesta sexta-feira (18).
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Isabelle enviou esta mensagem de texto na noite em que foi encontrada morta. Antes disso, ela tinha avisado a mãe sobre uma comida que havia deixado na airfryer.
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A estudante tinha passado o fim de semana com a mãe, a professora Isorlanda Caracristi, e voltado para se encontrar com o namorado. Segundo familiares, Isabelle morava no condomínio com o namorado, a sogra e um irmão do namorado.
“Aí, depois disso, pronto. Nada. Ela não me deu ‘boa noite’, porque toda noite ela me dava ‘boa noite’. Não me deu ‘boa noite’, eu fiquei, achei que ‘não, mas ela tomou relaxante muscular, deve ter dormido’... Mas meu coração sempre, sempre apertado, me dizendo que a mãe sabe, a gente pressente, a gente tem um sentimento, a gente sabe disso”, relatou Isorlanda.
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Arquivo pessoal
A mãe continuou sem respostas da filha na manhã da segunda-feira, 14 de setembro. Foi quando ela tentou contato com o namorado de Isabelle, por ligações e mensagens, e percebeu que estava bloqueada.
Isorlanda foi acompanhada de um irmão, tio de Isabelle, até o prédio. Os familiares foram comunicados pela síndica que a jovem tinha morrido na noite anterior e que o corpo dela tinha sido levado para a sede da Perícia Forense.
Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ainda não há um laudo da Perícia Forense que aponte a causa da morte da jovem. Em nota, a pasta informa que a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital investiga o caso.
Uma equipe da Perícia Criminal foi até o local, na noite do dia 13 de setembro, para o atendimento do caso. "Conforme as informações obtidas durante o atendimento, o óbito ocorreu na mesma data, por volta de 20h40", disse a pasta.
Namorado e família sem contato
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Reprodução
Isorlanda informou que o namorado e a sogra da filha não retornaram nenhuma tentativa de contato nem se manifestaram desde a morte da jovem, deixando também de comparecer ao velório e ao sepultamento.
O irmão de Isabelle, Rafael Magalhães, relatou à TV Verdes Mares que a família continua sem respostas.
“Eu não sei por que que a família [do namorado] também não esteve presente no enterro. Foi muito ruim, porque a gente recebeu amigos, os amigos de Isabelle, amigos meus, amigos da minha mãe… E não tinha nenhum familiar, quiçá um representante, digamos assim”, declarou.
Segundo o irmão, a percepção que ele tinha antes da morte de Isabelle era a de que ela era bastante querida pela família do namorado.
A TV Verdes Mares tentou contato com o namorado de Isabelle, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A produção conseguiu contato telefônico com a mãe do namorado da vítima, que desligou após a reportagem se identificar. Outras tentativas de contato com ela não foram atendidas.
O escritório onde o namorado de Isabelle trabalhou informou, por meio de nota, que João Munhoz exerceu "exclusivamente atividades de natureza administrativa" e que ele deixou de prestar serviço à empresa. Ainda conforme o escritório, Isabelle trabalhou no local por "aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando solicitou seu desligamento por razões de ordem pessoal".
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Reprodução/Redes Sociais
Em vídeo publicado nas redes sociais, a professora Isorlanda Caracristi relatou que a filha cursava o segundo semestre do curso de Direito e que, no mês de julho, havia conseguido um estágio em um escritório de advocacia em Fortaleza.
Foi durante este estágio que Isabelle conheceu o namorado. Segundo Isorlanda, a jovem passou a ser estagiária direta dele, afirmando que ele havia gostado bastante do desempenho dela.
“Até estranhei porque, em pouco tempo assim, já conseguiu avaliar o desempenho… Levou para trabalhar diretamente, tirou ela do setor onde ela estava, levou para o setor dele, onde ele era o gestor desse setor”, comentou a mãe.
Ela conta que escutava o entusiasmo com que a filha falava do estágio e da proximidade com o chefe, sendo incluída em audiências on-line e tendo oportunidades de atuar em diversas atividades. Ela relata que chegou a advertir Isabelle para o risco de sofrer algum tipo de assédio, principalmente por ela ser uma jovem bonita em contato frequente com um homem mais velho, de 33 anos.
Segundo a mãe, o anúncio de que ela estava namorando com o chefe veio em menos de dez dias após o início do estágio. Mesmo desconfortável com a situação, Isorlanda aceitou se encontrar com ele para um almoço. Ela conta que foi até o banheiro do restaurante para checar informações sobre a família dele, conforme ele relatava.
“Depois desse almoço, me senti mais reconfortada, mas mesmo assim, coração de mãe sabe, sente, que não tinha uma coisa normal ali. Era um exagero, uma coisa muito rápida, uma coisa muito acelerada. Coisas que só adolescente tem, e não um homem feito, de 33 anos de idade”, contou a professora.
O namoro entre Isabelle e o chefe gerou incômodos nela e nos familiares, além de discussões frequentes entre mãe e filha. Ainda assim, Isorlanda conta que preferiu ficar perto da filha para que elas não perdessem o contato.
Isorlanda conta que percebia que o namorado da filha se mostrava como bastante controlador na relação. Outro aspecto que despertou a atenção dela foi quando ele pediu o cartão de crédito de Isabelle para realizar uma cirurgia e quando ele prometeu que usaria o nome dela para abrir uma empresa para os dois.
“Eu enlouqueci… Como é que pode um homem, que se diz bem sucedido… (...) Gente, a mãe dele não vai pagar essa cirurgia, ele não tem cartão, ele não tem um plano de saúde?”, recordou a professora.
Mesmo com vários questionamentos da família, Isorlanda conta que a filha estava bastante apaixonada e se deslumbrava com a ideia de ter uma empresa com ele e uma carreira na advocacia.
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