Mães de alunos denunciam mofo e falta de reparos em escola de Cabo Frio
23/10/2026
(Foto: Reprodução) Os responsáveis cobram a recuperação do espaço e afirmam que crianças têm apresentado problemas respiratórios.
Arquivo pessoal
Mães de alunos denunciam mofo, infiltrações e cobram reparos na Escola Municipal Professora Amélia Ferreira, em Unamar, distrito de Tamoios, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio.
Segundo relatos, os 31 alunos da turma 401 estão tendo aulas no pátio da unidade, onde apenas uma divisória de TNT os separa do refeitório. A mudança ocorreu após a direção interditar a sala devido ao mofo e à umidade.
Os responsáveis cobram a recuperação do espaço e afirmam que crianças têm apresentado problemas respiratórios. Uma das mães relata que, além do mofo e das infiltrações, há risco de queda de parte do teto. Ela pede providências para garantir a segurança de alunos, professores e demais funcionários que utilizam o local.
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"A sala de aula está com mofo, umidade, muita infiltração e com risco de um pedaço do teto cair sobre a cabeça de alguém", afirmou. Segundo ela, outras mães se mobilizaram para levar a situação às autoridades e solicitar melhorias na unidade.
Outra responsável contou que o filho reclamou do cheiro de mofo e pediu que ela procurasse a direção. Ao visitar a escola, a mãe afirma ter encontrado infiltrações e paredes tomadas por fungos. Ela também relata que a sala fica alagada em dias de chuva.
A responsável disse ainda que a parede foi pintada na semana do primeiro turno das eleições, mas o problema persistiu. Ela também reclama da falta de funcionamento de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. Segundo a mãe, a escola havia prometido a instalação de novos ventiladores até 15 de outubro.
"Prometeram ventiladores até o dia 15, pediram para a gente esperar até o dia 15. Nada", disse. De acordo com ela, os responsáveis foram informados de que os equipamentos entregues foram devolvidos por serem inadequados. A mãe afirma ainda ter feito cobranças nas redes sociais do prefeito, sem obter resposta.
Uma terceira responsável relata que o filho, que tem bronquite e sinusite grave, acumula atestados médicos e tem faltado às aulas por causa de problemas de saúde. As mães associam os sintomas das crianças às condições da sala.
"Um dia ele vai, no outro ele não vai. Inclusive hoje ele já não foi para a escola, porque já não está bem", contou.
Ela também afirma ter recebido relatos de que a chuva atingiu o espaço utilizado provisoriamente pela turma, embora não tenha presenciado a situação porque o filho não compareceu à escola naquele dia.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que o telhado já havia passado por reparos, mas o serviço não apresentou o resultado esperado, e a infiltração voltou a ocorrer. A empresa responsável foi acionada novamente para executar os ajustes previstos na garantia contratual.
A nova intervenção está programada para a próxima semana, condicionada às condições climáticas. Após a correção da cobertura, segundo a pasta, será feito o tratamento da parede afetada pela umidade, com preparação da superfície para a pintura definitiva.
A nota não aborda especificamente o relato sobre o risco de queda de parte do teto.
Sobre a ventilação, a Secretaria informou que a escola receberá 23 ventiladores. A climatização das salas da rede municipal, segundo a pasta, está contemplada em um processo licitatório já concluído.
De acordo com a Prefeitura, a entrega dos ventiladores foi adiada porque os equipamentos enviados pela empresa vencedora da licitação tinham voltagem diferente da prevista em contrato. Os aparelhos foram devolvidos, e a fornecedora informou que fará a substituição. Não foi divulgada uma nova data para a entrega.