Morte após banho de óleo no PR: instrutor que jogou óleo no aluno chegou em estado de choque na delegacia, diz delegado
18/07/2026
(Foto: Reprodução) Aluno de escola de aviação morre após ritual de 'banho de óleo' no Paraná
O banho de óleo, do qual Gustavo Henrique Lara participou para comemorar a graduação e o primeiro voo solo, foi feito pelo instrutor dele, que não teve o nome divulgado.
Segundo o delegado Lucas Petry, ele está sendo investigado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
O delegado contou que o instrutor se apresentou espontaneamente na delegacia e chegou em estado de choque. Ele foi preso em flagrante, foi ouvido e liberado após pagar fiança de R$ 3 mil.
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A família de Gustavo não quis dar entrevista, mas informou que trata o caso como uma fatalidade, pois os dois eram amigos.
O caso aconteceu na noite desta quinta-feira (16) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que, após ter contato com o óleo, Gustavo sofreu uma reação anafilática — a forma mais grave e rápida de uma reação alérgica. Ele teve uma crise convulsiva seguida de três paradas cardiorrespiratórias; as duas primeiras foram revertidas, mas o piloto não resistiu à terceira.
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O delegado confirmou que a substância é um óleo usado nos motores de aeronaves. Em depoimento, o instrutor disse que o banho nos formados é feito do pescoço para baixo.
A Polícia Civil informou ainda que, "até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima".
Gustavo Lara se dedicou durante oito anos, entre estudos e aulas, para se tornar piloto.
Reprodução/Redes sociais
A investigação vai apurar as circunstâncias do caso, incluindo qual era a composição da substância utilizada, a quantidade usada, as regiões do corpo atingidas e se há relação entre o procedimento realizado e a morte.
Foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial para confirmar a causa da morte.
A polícia também deve analisar imagens, documentos e ouvir testemunhas, participantes do ritual e familiares da vítima.
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Antes de passar mal, jovem comemorou a formação
No mesmo dia do primeiro voo solo, Gustavo fez uma postagem nas redes sociais comentando a própria felicidade devido à conquista.
"Pode ser que hoje seja o melhor dia de toda a minha formação de piloto até aqui", escreveu ele em uma foto do avião.
Aluno de escola de aviação que morreu após ritual de banho de óleo no PR sonhava em ser piloto e fez post horas antes de morrer
Reprodução/Redes Sociais
Segundo familiares, Gustavo vinha se preparando para o momento com aulas e estudos há oito anos. Tanto é que amigos e pessoas da família foram convidados para acompanhar o seu "batismo" nos céus.
Eles estavam presentes quando o piloto passou pelo ritual de "banho" com óleo de motor e teve uma reação alérgica à substância, que acabou o levando à morte.
Em nota, o Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa manifestou pesar pelo falecimento do aluno e disse que, em respeito à memória dele, à sua família e ao "trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas". Veja nota completa mais abaixo.
[INFOGRÁFICO] Aluno de escola de aviação morre após ritual de 'banho de óleo' no Paraná
g1
O que diz a escola de aviação
Veja, abaixo, a íntegra da nota divulgada pelo Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa:
"O Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do piloto Gustavo Henrique de Lara, ocorrido após a realização de seu voo solo.
Esclarecemos que o lamentável fato ocorreu fora da área do CIAC, logo após o encerramento da atividade de voo da data de ontem (16).
Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que conviviam com o Gustavo Lara, desejando força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda.
O CIAC de Ponta Grossa permanece à inteira disposição das autoridades competentes para colaborar com todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como para prestar o apoio cabível aos familiares, dentro de suas possibilidades.
Em respeito à memória do aluno, à sua família e ao trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, o CIAC não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas."
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