Motoristas do transporte público de Palmas suspendem greve após reunião
04/11/2026
(Foto: Reprodução) Estação Xerente fica lotada com início de greve do transporte coletivo em Palmas
Os motoristas do transporte coletivo de Palmas decidiram suspender temporariamente a greve iniciada nesta terça-feira (3). A decisão foi confirmada nesta quarta-feira (4), após uma reunião de conciliação mediada pela Justiça do Trabalho. Durante o encontro, o juiz responsável sugeriu a interrupção do movimento até 11 de novembro para viabilizar um acordo coletivo da categoria.
De acordo com o Sindicato dos Motoristas do Estado do Tocantins (Sintromet), os trabalhadores concordaram com a proposta apresentada pela Justiça. O presidente do sindicato, José Antônio de Carvalho, afirmou que a decisão não significa o cancelamento da greve.
A greve ela foi suspensa até o dia 11. Dentro da audiência de mediação do Tribunal Regional do Trabalho, foi proposto pelo juiz uma tentativa de proposta atendendo a empresa e a categoria. Tentar um meio-termo pra ver se fecha essas negociação [...] E chegando a um acordo, faremos uma assembleia pra passar pra categoria ver se aprova ou não.
O g1 pediu um posicionamento à Prefeitura de Palmas e para a Santa Cecília Turismo, concessionária responsável pelo serviço, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
O transporte público de Palmas atende cerca de 60 mil passageiros diariamente. No início da manhã de terça-feira, terminais como a Estação Xerente, na região sul da capital, registraram superlotação e atrasos de até 40 minutos nas linhas de ônibus.
A Prefeitura de Palmas chegou a afirmar que a categoria descumpriu uma decisão liminar que determinava o percentual mínimo de circulação dos ônibus. Durante a noite de terça-feira e na manhã desta quarta-feira, os ônibus voltaram a circular em maior quantidade, mas ainda houve registros de atrasos.
LEIA TAMBÉM:
Greve de ônibus em Palmas: prefeitura afirma que sindicato descumpriu decisão que exigia frota mínima
Estação fica lotada com início de greve do transporte coletivo em Palmas
Reunião realizada com Prefeitura, Justiça e partes envolvidas definiu suspensão temporária da greve
Reprodução/Simtromet
Reivindicações da categoria
A paralisação havia sido aprovada em assembleia realizada no dia 23 de outubro e teve início às 4h de terça-feira (3). Entre as principais demandas, os motoristas cobram a aplicação do piso salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026.
Segundo o Sintromet, a empresa concessionária Santa Cecília Turismo Ltda. (Sancetur), responsável pela operação das linhas municipais, não havia apresentado contraproposta nas rodadas de negociação mediadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) desde junho. Os trabalhadores também reivindicam melhorias estruturais e operacionais, como:
Instalação de banheiros e bebedouros nos pontos finais e nas estações;
Fim de descontos considerados indevidos nos contracheques e no vale-alimentação;
Cumprimento regular da jornada de trabalho e dos intervalos legais de descanso.
Antes do início do movimento, a Prefeitura de Palmas obteve uma liminar junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinando a manutenção de pelo menos 80% da frota e dos motoristas nos horários de pico (das 5h30 às 8h30 e das 17h às 20h) e de 70% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.
A Prefeitura de Palmas afirmou anteriormente que as demandas trabalhistas não possuem relação direta com a administração pública, por tratarem de vínculo empregatício com a concessionária, mas pontuou que acionou a Justiça para preservar o deslocamento dos cerca de 60 mil passageiros atendidos diariamente pelo sistema.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.