Onça capturada após ataques em Corumbá é solta na Serra do Amolar
03/05/2026
(Foto: Reprodução) Onça capturada após ataques em MS é solta na natureza
A onça-pintada capturada após invadir casas e atacar animais domésticos em Corumbá foi solta na natureza neste domingo (3). O animal foi levado para a região da Serra do Amolar, área considerada adequada para a reintrodução do felino. A onça, é uma fêmea que pesa 72 quilos e tem aproximadamente 4 anos.
De acordo com a Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, a captura aconteceu na noite de sábado (2), após semanas de monitoramento. A suspeita é de que a onça seja a mesma que vinha aparecendo na área urbana e atacando cães e galinhas em residências da cidade.
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O caso ganhou repercussão depois que, na madrugada de 22 de abril, uma onça invadiu o quintal de uma casa e matou uma cadela. Desde então, equipes passaram a montar uma operação para capturar o animal com segurança.
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Para isso, foram instaladas gaiolas de contenção em pontos estratégicos, com uso de iscas. Após ser capturada, a onça foi sedada e passou por avaliação de veterinários na sede da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, em Corumbá. Segundo os exames, o animal está saudável e não apresenta alterações.
O animal também recebeu um colar de monitoramento para acompanhamento na natureza. Segundo as equipes, a onça já vinha sendo monitorada desde 2025, após aparições frequentes na área urbana.
Onça capturada após ataques em MS é solta na natureza
Grupo Técnico Onças Urbanas
Ao longo desse período, foram realizadas ações como instalação de armadilhas fotográficas, rondas e orientação a moradores. Com a repetição do comportamento e o aumento de ataques a animais domésticos, um grupo técnico definiu pela captura e remoção do felino, medida que já havia sido autorizada por órgãos ambientais federais.
A operação contou com apoio de diversas instituições, incluindo o Exército Brasileiro, que realizou o transporte do felino em helicóptero a partir de Campo Grande até o Pantanal. Também participaram equipes da Fundação do Meio Ambiente do Pantanal, do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), do Reprocon e o veterinário Diego Viana.
Segundo a PMA, a decisão de retirar o animal da área urbana foi tomada devido ao comportamento recorrente de aproximação com casas, o que aumentava o risco tanto para moradores quanto para a própria onça.
Com a soltura em uma área mais isolada do Pantanal, a expectativa é que o animal retome seu comportamento natural longe da presença humana.
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Exército
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