Operação contra furto de combustíveis de dutos da Transpetro prende suspeito em Ribeirão Preto
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Operação mira furto de combustíveis de dutos da Transpetro no RJ
A Operação Haras do Crime, deflagrada nesta quinta-feira (22) pela Polícia Civil e Ministério Público contra o furto de petróleo em oleodutos da Transpetro em uma fazenda de Guapimirim (RJ), na Baixada Fluminense, prendeu um suspeito em Ribeirão Preto (SP).
O homem, que não teve a identidade divulgada nem a participação detalhada, foi encontrado em um endereço no bairro Ribeirânia. Ele já tinha outras passagens criminais anteriores.
O prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Até a última atualização desta reportagem, seis pessoas haviam sido presas.
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Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior da fazenda da família Garcia, mas não há mandados contra ninguém da família nesta quinta. Os Garcia são historicamente ligados à contravenção e ao carnaval no Rio de Janeiro e foram vítimas de atentados nas últimas décadas.
Entre os suspeitos pelo furto estão os atuais arrendatários da propriedade.
Suspeito preso em Ribeirão Preto em operação contra furto de combustíveis de dutos da Transpetro
Polícia Civil
Mandados em 6 estados
Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.
“A operação teve início em 2024, a partir de uma prisão em flagrante por furto de petróleo ocorrido dentro de uma propriedade rural localizada em Guapimirim, conhecido como Fazenda Garcia, pertencente a uma família de contraventores conhecida do Rio de Janeiro”, afirmou o delegado Pedro Brasil.
“A partir dessa prisão em flagrante, iniciou-se uma investigação onde conseguimos desbaratar toda uma organização criminosa responsável pela extração desse material”, emendou.
Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior do haras do clã, mas não há mandados contra ninguém da família
Reprodução/TV Globo
Como era o esquema
De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual.
A polícia descobriu “um ciclo criminoso integrado”, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais.
“O insumo era comercializado com notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas de fachadas”, destacou a DDSD.
Galpão onde os combustíveis eram armazenados
Reprodução/TV Globo
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