Partido de extrema-direita ganha espaço em eleições municipais no Reino Unido
08/05/2026
(Foto: Reprodução) Extrema-direita cresce em eleição no Reino Unido
Em um momento inédito na história do Reino Unido, os partidos Conservador e Trabalhista estão em crise -- ao mesmo tempo. Na quinta-feira (7), eleições municipais revelaram que uma terceira força vem crescendo no país: a extrema-direita.
O Partido Trabalhista, principal força da esquerda britânica, sofreu uma derrota de não se esquecer. O tombo foi feio tanto nas eleições municipais na Inglaterra quanto nas parlamentares na Escócia e no País de Gales. Em Gales, os trabalhistas perderam depois de 27 anos no poder. O Partido Conservador também perdeu terreno. Quem ocupou mesmo o espaço dos partidos tradicionais foi o Reform UK, de Nigel Farage, a cara da extrema-direita britânica. O partido nasceu na esteira do Brexit, o conturbado divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia.
Desde então, foi ganhando espaço e, nessas eleições, avançou até em áreas da classe trabalhadora no norte da Inglaterra, que por muito tempo foram território sólido dos trabalhistas. Em algumas regiões, a esquerda foi derrotada depois de um século. Farage definiu o resultado como histórico. Já o primeiro-ministro trabalhista Keir Starmer achou “doloroso”.
Partido de extrema-direita ganha espaço em eleições municipais no Reino Unido
Jornal Nacional/ Reprodução
Um clássico britânico foi colocado em xeque: o bipartidarismo – o domínio histórico de trabalhistas ou conservadores. Com o cenário agora mais fragmentado, o país, uma das democracias mais antigas do mundo, pode estar entrando em uma nova era. Faz nem dois anos da vitória esmagadora na eleição nacional que levou Keir Starmer ao poder. Mas o primeiro-ministro não concretizou o crescimento econômico que prometeu. Tarefa ainda mais difícil com a guerra no Oriente Médio.
Starmer foi ainda mais prejudicado pela desastrosa nomeação de Peter Mandelson, um amigo do criminoso sexual Jeffrey Epstein, como embaixador britânico nos Estados Unidos. Apesar da pressão toda, Starmer afirmou que não vai renunciar. Um deputado trabalhista disse que os eleitores não passaram a odiar o partido, só estão cansados do primeiro-ministro.
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