Polarização entre os maiores candidatos e reforço de alianças nacionais: como foi a campanha eleitoral pelo governo da Bahia

  • 03/10/2026
(Foto: Reprodução)
Candidatos ao governo da Bahia foram entrevistados pelo BMD de 14 a 19 de setembro Reprodução/TV Bahia | Arte g1 Promessas de campanha, cobranças, polarização entre os dois maiores candidatos na disputa e o reforço de alianças nacionais foram os destaques da campanha pelo governo da Bahia neste ano. O primeiro turno das eleições acontece neste domingo (4), com ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) à frente da disputa. Além do ex-prefeito de Salvador e do atual governador, que busca a reeleição, Ronaldo Mansur (PSOL), Aroldo Félix (Unidade Popular), Ariel Capistrano (DC) e Maria Bona (PCO) concorrem ao posto de chefe do Executivo estadual. Os eleitores deverão ainda votar para presidente, senador (dois nomes), deputado federal e deputado estadual. Desde agosto, quando o período oficial de campanha começou, os candidatos buscam reforçar suas diferenças por meio das associações com os candidatos à Presidência. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia De um lado, Jerônimo reforça que é o candidato do "time de Lula", em referência à aliança partidária com o atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha do governador também busca associar Neto, seu principal adversário, à família Bolsonaro. Já o ex-prefeito de Salvador repete, em sua campanha, que teve gestões bem sucedidas em paralelo à atuação de diferentes presidentes. Publicamente, ele declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás que agora concorre à Presidência. Violência e saúde centro do debate Agora no g1 Assuntos como acesso à educação, infraestrutura e transporte público foram abordados nos discursos dos candidatos ao governo do estado. Entretanto, conforme a última pesquisa realizada pela Quaest, divulgada no dia 24 de setembro, os eleitores apontam que questões ligadas à violência (40%) e saúde (34%) são os principais problemas do estado. Esse cenário se refletiu nas falas públicas dos candidatos, que enfatizaram propostas para essas áreas. Os dois temas dominaram as discussões durante a corrida eleitoral e pautaram a maioria das peças de campanha dos postulantes ao cargo de governador. No âmbito da segurança pública, o avanço das facções criminosas na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e a presença de cinco municípios da Bahia na lista das dez cidades mais violentas do Brasil estão entre as problemáticas mais abordadas. O candidato ACM Neto, que, segundo as pesquisas de intenção de voto, está tecnicamente empatado com Jerônimo Rodrigues, usou esses pontos para atacar o rival em entrevistas. Ele apresentou propostas, como a implementação de uma "Governadoria da Segurança", por meio da qual monitoraria, pessoalmente, as ações das forças de segurança no estado. Por sua vez, Jerônimo Rodrigues não participou de debates e enfatizou sua relação com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, durante atos de campanha. Partindo de propostas de continuidade, o candidato enfatizou planos de fortalecimento do efetivo policial com a contratação de novos profissionais e concursos como uma alternativa para solução de problemas ligados à segurança pública. Urna eletrônica Reprodução/TV Globo No quesito saúde, os destaques foram a fila da regulação para procedimentos médicos em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e o fornecimento de atendimento especializado em cidades do interior da Bahia. As problemáticas também foram espaço de disputa narrativa entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, que apresentaram diferentes perspectivas para lidar com a situação. Ambos se apoiaram em uma abordagem regional para abordar o tema, destacando as dificuldades que moradores de cidades do interior têm em acessar procedimentos especializados de saúde. O candidato do União Brasil defendeu o chamado "PIX Saúde", que defende a compra de leitos para o desafogamento da demanda em unidades do SUS, como uma solução. Já Jerônimo prometeu a expansão da infraestrutura hospitalar no estado, com a ampliação descentralizada das unidades de saúde na Bahia. Distantes da dicotomia política protagonizada por ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, Ronaldo Mansur (PSOL), Aroldo Félix (Unidade Popular), Ariel Capistrano (DC) e Maria Bona (PCO) utilizaram brechas para discutir temas ligados à educação e políticas econômicas. Mansur sugeriu o fim gradual do regime de contratos temporários (Reda), defendeu a realização contínua de concursos para professores e a promoção de uma reforma agrária para lidar com os conflitos por terra que acontecem nas regiões sul e extremo sul do estado. A valorização da carreira de educador também esteve presente nas falas públicas de Aroldo Félix, que chegou a defender, em entrevista na Central de Eleições da TV Bahia, a contratação de mais professores. O investimento na qualificação profissional e a criação de oportunidades de acesso ao primeiro emprego foi trabalhado pelo candidato Ariel Capistrano durante entrevista à TV Bahia. Já Maria Bona defendeu a gestão coletiva de instituições de ensino no estado, enfatizando uma gestão transparente de recursos públicos. Atos de campanha no interior do estado A força do eleitorado das cidades do interior do estado pautou as agendas políticas dos candidatos ao governo do estado durante a trajetória eleitoral até o primeiro turno das eleições. A fim de reunir apoiadores, muitos realizaram atos de campanha e comícios em municípios do interior. No caso da campanha de ACM Neto, por exemplo, as regiões oeste e sudoeste do estado foram muito visitadas. O candidato deu ênfase aos problemas estruturais na saúde pública e infraestrutura nas regiões desde o início de sua agenda eleitoral, começando a campanha eleitoral na cidade de Carinhanha. Jerônimo Rodrigues realizou seu primeiro ato de campanha em Salvador, mas também participou de caminhadas e comícios em cidades do interior do estado. Em seus discursos, o candidato também deu destaque a ações que pretende realizar nos municípios do oeste da Bahia. Já os candidatos Ronaldo Mansur (PSOL), Aroldo Félix (Unidade Popular) e Ariel Capistrano (DC) concentraram os atos de campanha em Salvador, fazendo poucas movimentações para cidades longe da região metropolitana. Na maior parte do tempo, a candidata Maria Bona (PCO) realizou atos de campanha na cidade de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, onde vive. Em entrevista à TV Bahia, ela chegou a ser questionada sobre planos para expandir as ações de campanha e destacou que o partido enfrenta dificuldades financeiras. LEIA TAMBÉM: Ônibus intermunicipais, ferry boat e lanchinhas: Transportes da Bahia serão gratuitos nas Eleições 2026 Transporte público será gratuito em Feira de Santana no 1º turno das Eleições 2026 Trajetória política: conheça os 10 candidatos ao cargo de Senador pela Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/eleicoes/2026/noticia/2026/10/03/polarizacao-entre-os-maiores-candidatos-e-reforco-de-aliancas-nacionais-como-foi-a-campanha-eleitoral-pelo-governo-da-bahia.ghtml


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