Polícia Federal prende delegado e 2 policiais civis suspeitos de favorecer traficantes do Comando Vermelho no Rio
10/03/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Federal prende delegado e dois policiais civis, no Rio
A Polícia Federal prendeu um delegado e dois policiais civis suspeitos de favorecer traficantes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
Um dos policiais envolvidos no esquema foi preso em um apartamento de luxo, de frente para o mar, na Barra da Tijuca. Segundo as investigações, o patrimônio é incompatível com o salário de Leandro Moutinho de Deus, que ganha R$ 6,9 mil por mês na Polícia Civil do Rio.
Os agentes também prenderam o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves e o irmão dele, o policial civil Franklin José de Oliveira Alves. A Polícia Federal concluiu que o delegado Marcus Henrique intimava os traficantes e, depois, usava os policiais que integravam a quadrilha a negociarem o pagamento de propinas e livrar os criminosos de prestarem depoimentos. O pagamento era feito em dinheiro vivo e os bandidos continuavam praticando crimes.
Outro alvo, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, já estava na cadeia desde 2025. Ele era assessor do ex-deputado estadual Thiego dos Santos, o TH Joias. Os dois estão presos por suspeita de ligação com o Comando Vermelho.
A segunda fase da Operação Anomalia, que combate conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no Rio de Janeiro, cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão expedidos pelo STF - Supremo Tribunal Federal. Os policiais apreenderam quase R$ 50 mil em espécie, celulares, armas e munição.
Polícia Federal prende delegado e 2 policiais civis suspeitos de favorecer traficantes do Comando Vermelho no Rio
Jornal Nacional/ Reprodução
Na segunda-feira (9), na primeira fase da operação, a PF prendeu um delegado da própria Polícia Federal, uma advogada e um ex-secretário estadual de Esportes do Rio de Janeiro. Todos suspeitos de favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas que está preso no Brasil.
A defesa do delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves disse que ele está surpreso com a prisão e que não cometeu nenhum crime.
A Polícia Civil afirmou que vai apurar a conduta dos servidores.
O Jornal Nacional não conseguiu contato com os outros citados na reportagem.
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