Policial que matou dois colegas em AL passará por perícia para avaliar possível surto psicótico

  • 09/09/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia civil Gildate Goes, suspeito de matar colegas de corporação dentro de viatura em Delmiro Gouveia Reprodução/TV Asa Branca Alagoas A Justiça de Alagoas determinou que o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, acusado de matar dois colegas de trabalho em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, seja submetido a uma perícia médico-legal para apurar se ele sofreu um possível surto psicótico no momento do crime. A decisão é da 1ª Vara de Delmiro Gouveia e foi publicada na sexta-feira (4). 📱Participe do canal do g1 Alagoas O exame será realizado por um médico do Centro Psiquiátrico Judiciário e o laudo deverá ser entregue em até 45 dias, prazo que poderá ser ampliado caso haja necessidade. Até a conclusão do chamado incidente de insanidade mental, o andamento do processo relacionado ao mérito da acusação ficará suspenso. A prisão preventiva do policial, no entanto, foi mantida. Gildate é acusado das mortes dos policiais civis Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira. Segundo a decisão, as vítimas foram encontradas mortas dentro de um carro. A investigação aponta que Gildate estava no banco traseiro do veículo no momento do crime e deixou o local a pé após os disparos. LEIA TAMBÉM: Veja quem são os dois policiais mortos dentro de viatura em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas Pai de policial morto em viatura em AL contesta surto e diz que filho foi 'executado de forma perversa' O que diz o Ministério Público Policiais Yago Gomes (esq) e Denivaldo Jardel, mortos por colega de farda em Delmiro Gouveia PC/AL O pedido para realização da perícia foi feito pela defesa do policial. Os advogados argumentaram que existem indícios nos autos de que Gildate pode ter sofrido um surto psicótico no momento dos homicídios. O Ministério Público foi contra o exame por falta de laudos técnicos. Para o MP, o comportamento do policial pode estar ligado ao consumo de álcool, o que não exclui a responsabilidade criminal. A Justiça, porém, entendeu que há elementos suficientes para que a condição seja investigada por especialistas. Comportamento atípico e bebedeira Pai de policial morto em viatura no Sertão de AL contesta surto e fala em execução Entre os elementos avaliados pelo juiz está um relatório preliminar da própria Polícia Civil que levantou a hipótese de um surto psicótico após a ingestão de bebida alcoólica. A decisão também cita depoimentos de familiares que relataram mudanças consideradas atípicas no comportamento de Gildate horas depois do crime. Em interrogatório, segundo o processo, os depoimentos apontaram as seguintes situações: O policial: afirmou que não reconhecia as ruas da cidade onde morava; A companheira: relatou que o encontrou “aéreo, sem cor, totalmente irreconhecível”; A enteada: afirmou que ele dizia “coisas desconexas”. A investigação não encontrou indícios de desavença, planejamento ou motivação para os homicídios. Dados retirados dos celulares do acusado e das vítimas foram analisados, e fotos e vídeos mostraram os três policiais confraternizando horas antes do crime. Para a Justiça, esses elementos levantam uma “dúvida razoável” sobre a condição mental do acusado no momento dos fatos, que deverá ser esclarecida pela perícia. A decisão destaca que a ausência de histórico ou diagnóstico psiquiátrico anterior não impede a realização do exame, já que a perícia também poderá verificar se houve um primeiro episódio de transtorno mental. Também será necessário determinar se o comportamento apresentado pelo policial foi provocado apenas pela embriaguez ou se houve algum transtorno mental transitório capaz de comprometer sua capacidade de compreender o que estava fazendo ou de controlar as próprias ações. Prisão preventiva mantida Policial civil é indiciado por matar colegas dentro de viatura em AL Apesar da determinação da perícia, a Justiça decidiu manter Gildate preso preventivamente. Segundo a decisão, continuam presentes os indícios de autoria e materialidade e não houve nenhum fato novo capaz de justificar a revogação da prisão. A arma funcional do policial, uma pistola Glock calibre .40, foi apreendida. De acordo com os autos, ela estava com um carregador com seis cartuchos e uma munição na câmara. Um segundo carregador, com dez cartuchos, foi encontrado no bolso da calça do acusado. A decisão também cita a gravidade do caso, que envolve a acusação de duplo homicídio qualificado, e afirma que a abertura do incidente para investigar a saúde mental do policial não interfere, neste momento, nos motivos que fundamentaram a prisão preventiva. Depois da entrega do laudo, Ministério Público e defesa terão dez dias para se manifestar. Em seguida, a Justiça deverá analisar o resultado da perícia e decidir os próximos passos do processo.

FONTE: https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2026/09/09/policial-que-matou-dois-colegas-em-al-passara-por-pericia-para-avaliar-possivel-surto-psicotico.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. saudade da minha vida

gustavo lima

top2
2. uai

zé neto e cristiano

top3
3. rancorosa

henrique e juliano

top4
4. eu e voce

jorge e matheus

top5
5. solteirou

luan santana

Anunciantes