Região de Presidente Prudente registra 127 desaparecimentos em 2026 e mobilização busca ajudar na identificação por DNA
26/08/2026
(Foto: Reprodução) Mutirão no Oeste Paulista coleta DNA de familiares para identificar desaparecidos
Presidente Prudente (SP) e cidades da região registraram 127 ocorrências de desaparecimento de pessoas entre janeiro e abril de 2026, segundo dados da Polícia Civil. O número é 7,6% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 118 casos.
Durante todo o ano de 2025, foram 338 ocorrências de desaparecimento na área do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-8).
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Os dados são divulgados durante a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que ocorre até esta sexta-feira (28). A ação busca ampliar as possibilidades de identificação e localização de pessoas desaparecidas por meio do cruzamento de perfis genéticos.
Segundo a Polícia Civil, a maior concentração dos registros está na faixa etária de 30 a 49 anos. Na sequência aparecem pessoas de 18 a 29 anos e adolescentes de 13 a 17 anos.
Apesar do número de ocorrências, a corporação informa que, nos últimos dois anos, 100% das vítimas de desaparecimento foram localizadas na área de atuação do departamento.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, grande parte dos casos é decorrente de brigas familiares e, em poucos dias, a própria pessoa retorna para casa.
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Mobilização
É nesse contexto que ocorre a mobilização nacional para coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas.
A iniciativa começou na segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28). Ao todo, 334 pontos de coleta foram preparados no país para receber familiares que ainda não realizaram a doação de material genético.
Em Presidente Prudente, a coleta é realizada no Instituto Médico-Legal (IML). O médico legista Luís Antônio Panucci explicou, em entrevista à TV TEM, quem pode fazer a coleta.
"Essa campanha é voltada para os familiares de primeiro grau de pessoas desaparecidas. Pai, mãe, irmão, filho. E ela é feita no IML. No caso, no IML mais próximo de onde está a pessoa reside", disse Luís.
Médico Legista, Luís Antônio Panucci
TV TEM
Luís ainda explicou que a coleta é feita de forma indolor: "A coleta é com um cotonete, passado dentro da boca. Aí você já tem o material coletado".
Depois da coleta, os peritos realizam o exame e cadastram o perfil genético do familiar em bancos de dados. Essas informações são cruzadas com perfis genéticos de pessoas encontradas vivas ou mortas sem identificação.
"Esse material é enviado para São Paulo, onde é processado e vai para um banco de DNA. Qualquer pessoa viva ou falecida, em qualquer região do Brasil, que for encontrada e cruzar o DNA, o posto do IML é avisado e a gente entra em contato com a família para comunicar o encontro", relatou.
Quando há uma correspondência, a instituição responsável entra em contato com a família e dá continuidade aos procedimentos necessários.
Caso não seja encontrada nenhuma compatibilidade inicialmente, o perfil permanece cadastrado e continua sendo comparado com novos registros inseridos nos bancos de dados.
A mobilização é destinada principalmente a familiares de pessoas desaparecidas que ainda não forneceram material genético.
Para participar, é necessário apresentar um documento de identificação e as informações do boletim de ocorrência (B.O.) relacionado ao desaparecimento, como número do registro, estado e delegacia onde o caso foi registrado. Se possível, a orientação é levar também uma cópia do B.O.
Serviço
A Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas ocorre no Instituto Médico-Legal (IML) - Núcleo de Presidente Prudente, localizado na Rua Dario Machado de Campos, nº 285, Vila Formosa.
Para mais informações, é possível entrar em contato pelo número (18) 3917-1372. A mobilização nacional termina nesta sexta-feira (28), mas os familiares não precisam esperar uma nova campanha para fornecer o material genético.
"A campanha é todo ano no mês de agosto, mas a coleta pode ser feita a qualquer momento. Basta comparecer na delegacia e fazer a requisição. Qualquer dúvida, a pessoa pode comparecer diretamente no posto do IML e saber como proceder", concluiu o médico legista,
A Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas ocorre no IML - Núcleo de Presidente Prudente
Google Maps/Reprodução
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