Servidora investigada por vazamento de dados de ministros pede retirada de tornozeleira e acesso a e-mails
Servidores do Serpro e da Receita estão afastados por vazamento de dados no STF
A defesa da servidora da Receita Ruth dos Santos, suspeita de envolvimento no vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parentes, solicitou à Corte a retirada da tornozeleira eletrônica e pediu para voltar a ter acesso à caixa de e-mails.
O pedido foi feito no âmbito da investigação sobre suposto acesso ilegal e vazamento de dados fiscais de magistrados e familiares. A decisão caberá ao relator do caso no Supremo, ministro Alexandre de Moraes.
A defesa alega que precisa retomar o acesso ao e-mail porque lá há dados que derrubariam a suspeita de que Ruth teve acesso a dados sigilosos fiscais da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.
Além disso, que os dados contidos no endereço eletrônico também mostrariam que, no horário em que foi apontado que a servidora teria feito o acesso ilegal, ela estava em atendimento a outro contribuinte, o que inviabilizaria a suspeita. E que ninguém tinha a senha dela, então outra pessoa não poderia ter acesso os dados em nome dela.
Relembre o caso
A servidora pública Ruth Machado dos Santos foi alvo de operação da Polícia Federal, que investiga possíveis vazamentos de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de familiares deles. As investigações continuam.
Em nota, o STF afirmou que as apurações iniciais apontaram "diversos e múltiplos acessos ilegais" ao sistema da Receita Federal, seguidos de vazamento das informações sigilosas. De acordo com o Supremo, não foram identificadas justificativas funcionais para as consultas.
O ministro Moraes foi criticado após essa operação, porque ele avocou para si o caso alegando uma controversa ligação com o inquérito das Fake News.
Sob argumento de que, pelo objeto da investigação, ele pode ser vítima e juiz ao mesmo tempo; e porque divulgou os nomes dos servidores enquanto a investigação está em fase preliminar. Nomes de investigados de qualquer operação nunca são divulgados pelo STF antes da derrubada do sigilo do caso. Esse inquérito corre sob sigilo.FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/camila-bomfim/post/2026/02/25/servidora-investigada-por-vazamento-de-dados-de-ministros-pede-retirada-de-tornozeleira-e-acesso-a-e-mails.ghtml