Tremor de terra de magnitude 2,1 é registrado no Sul do ES
21/06/2026
(Foto: Reprodução) Tremor de terra de magnitude 2,1 foi registrado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) próximo a Piúma, no Sul do Espírito Santo
Reprodução/RSBS
Um tremor de terra de magnitude 2,1 foi registrado na tarde deste sábado (20) próximo a Piúma, no litoral Sul do Espírito Santo. O evento é considerado de baixa intensidade e não representou risco para a população.
O abalo ocorreu às 14h12 e foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da USP.
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O último tremor de terra registrado no Espírito Santo havia ocorrido em julho de 2021, em Pancas, com magnitude 1.4
De acordo com a geóloga e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Luiza Bricalli, tremores dessa magnitude são classificados como fracos e liberam pouca energia.
Apesar disso, o fenômeno pode ser percebido por algumas pessoas, principalmente se ocorrer em profundidade baixa e próximo a áreas habitadas.
"Eventos abaixo de magnitude 3,0 geralmente são considerados pequenos e raramente causam danos. Em alguns casos, o tremor pode ser sentido por pessoas que estão em repouso, em ambientes silenciosos ou próximas ao epicentro", afirmou.
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Tremores já foram registrados no Espírito Santo
Segundo Luiza Bricalli, os tremores de terra não são inéditos no Espírito Santo. O Laboratório de Neotectônica e Sismologia (Lanesi), da Ufes, já catalogou mais de 40 ocorrências no estado.
A pesquisadora explica que os abalos podem estar relacionados à movimentação de falhas geológicas antigas existentes na região ou à compressão sofrida pela Placa Sul-Americana.
"Mesmo em áreas consideradas tectonicamente estáveis, estruturas geológicas podem acumular tensões e liberar energia na forma de sismos", disse.
Além da movimentação de falhas, processos como acomodação de sedimentos em bacias sedimentares e reativação de falhas neotectônicas também podem contribuir para a ocorrência de tremores.
Novos tremores podem ocorrer
A especialista afirma que não está descartada a possibilidade de novos registros nos próximos dias ou semanas.
"Podem ocorrer tremores secundários após o evento principal", explicou.
Apesar disso, ela reforça que o Espírito Santo está longe das regiões do planeta onde normalmente ocorrem terremotos de grande magnitude.
"Aqui dificilmente teremos abalos sísmicos de alta magnitude. No Brasil, a média dos registros é de cerca de magnitude 3", destacou.
Segundo a geóloga, a preocupação costuma aumentar quando os tremores ultrapassam magnitude 4 ou 5, ou quando ocorrem vários eventos em sequência em um curto período.
Maior tremor já sentido no estado
De acordo com a pesquisadora, os registros sísmicos do Espírito Santo são marcados pela predominância de eventos de baixa magnitude.
Um dos maiores já registrados ocorreu em 28 de fevereiro de 1955, no oceano, a cerca de 300 quilômetros do litoral capixaba. O terremoto teve magnitude 6,1 e foi sentido em Vitória.
Na época, moradores relataram vibração de casas e quebra de vidros de janelas.
O que fazer durante um tremor
Caso uma pessoa sinta um tremor de terra, a orientação é procurar um local seguro e evitar áreas com risco de queda de objetos.
Dentro de casas ou prédios, a recomendação é afastar-se de janelas, vidros e móveis que possam tombar.
Já para quem estiver na rua, o ideal é manter distância de postes, muros, fachadas e redes elétricas.
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