Trump corta dinheiro para a Europa e manda para a América Latina, diz jornal
02/10/2026
(Foto: Reprodução) Trump diz que eleição brasileira é muito importante
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está redirecionando para países da América Latina recursos que haviam sido aprovados para ajudar aliados na Europa e no Oriente Médio. As informações foram reveladas pelo jornal The Washington Post nesta quinta-feira (1º).
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Segundo o jornal, os recursos somam "dezenas de milhões de dólares" em assistência militar e haviam sido autorizados pelo Congresso para outros países.
No mês passado, o Departamento de Estado informou ao Congresso que pretendia redirecionar parte das verbas para a América Latina. De acordo com o Washington Post, a decisão levou dois parlamentares democratas a suspenderem a liberação dos recursos.
Na quarta-feira (30), porém, o governo Trump informou ao Congresso que não respeitaria a suspensão e seguiria com o repasse. O jornal obteve a informação com três fontes com conhecimento do assunto.
Ao todo, a Casa Branca pretende destinar US$ 52 milhões (R$ 271 milhões) a Panamá, Peru, Equador e Colômbia. Segundo o Washington Post, os recursos estavam previstos originalmente para Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque.
Ao jornal, o Departamento de Estado afirmou que o dinheiro será melhor utilizado na América Latina. Segundo o governo, a decisão vai ao encontro da política de Trump de priorizar a influência dos EUA no continente americano.
O Departamento de Estado afirmou ainda que os recursos serão usados para fortalecer "parcerias de segurança dos EUA" e neutralizar a "influência militar adversária" na região.
Peru, Equador e Colômbia passaram recentemente por mudanças de governo, com a eleição de candidatos de direita. Os três países se aproximaram dos Estados Unidos e anunciaram medidas de combate ao narcotráfico na região, uma das prioridades de Trump.
Em relação ao Panamá, a relação com os Estados Unidos chegou a ficar estremecida no ano passado, depois que Trump ameaçou tomar o controle do Canal do Panamá. No início deste ano, o governo panamenho afirmou que a crise havia sido superada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 28 de setembro de 2026
Kevin Lamarque/Reuters
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