Zema diz que Tarcísio seria candidatura ‘viável’ e que direita ‘perdeu’ ao não lançar governador à Presidência

  • 07/07/2026
(Foto: Reprodução)
O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira (7) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), poderia ser uma candidatura “extremamente viável” à Presidência e disse que a direita “perdeu” com o paulista em “segundo plano”. A declaração foi dada durante evento do Women Invest, voltado ao mercado financeiro direcionado às mulheres, em São Paulo. Zema respondia a uma pergunta sobre capital político e sobre como ampliar seu nome fora de Minas Gerais. “O Brasil poderia ter [uma candidatura] extremamente viável hoje e sem nenhuma rejeição maior. Você vê, o governador Tarcísio governou muito bem como governador e também como ministro. Por questões familiares etc., colocaram ele no segundo plano e, com isso, a direita perdeu no Brasil”, afirmou. Romeu Zema, partido Novo. Ismael Soares/SVM ‘Quanto mais candidatos à direita tiver, melhor’ Zema também disse que Jair Bolsonaro o incentivou a lançar candidatura e defendeu que a presença de mais de um candidato da direita no primeiro turno não significa divisão do campo político. “Alguém concluir que a direita está dividida. Não está, pelo contrário, fortalece a direita. Quanto mais candidatos à direita tiver, melhor. Inclusive, eu tive com Bolsonaro antes de lançar e ele falou: ‘Vai em frente, melhor para a direita’”, afirmou. Agora no g1 O pré-candidato disse que, em eventual segundo turno, o nome da direita que avançar deve receber apoio dos demais. “O candidato da direita que for para o segundo turno vai ter o apoio dos outros”, disse. Zema também relembrou que, em 2022, após ser reeleito governador de Minas no primeiro turno, atuou na campanha de Bolsonaro no segundo turno contra Lula. “Para quem não acompanhou, eu fui eleito no primeiro turno e fiquei 21 dias trabalhando para o Bolsonaro. Nós conseguimos 600 mil votos a mais para ele em Minas Gerais. Em Minas Gerais teve um empate técnico, como se fosse 49,9 a 50,1 no segundo turno, praticamente zeramos a diferença, mas não foi suficiente devido a outros estados e regiões do Brasil”, afirmou. Zema admite aumento de 300% no próprio salário, mas diz que doa valor recebido Em outro momento do evento, Zema respondeu a críticas sobre o aumento do próprio salário durante sua gestão em Minas Gerais e disse que doa o valor recebido desde o início do mandato. “Outro ponto: falam que eu aumentei meu salário 300%. Aumentei. Todo o salário que eu ganho desde janeiro de 2019 eu dou”, afirmou. Segundo Zema, o reajuste foi feito para equiparar os salários do governo de Minas aos de outros estados e dar transparência a pagamentos que, segundo ele, eram complementados por outras formas de remuneração. “Fiz isso para igualar com os outros estados, porque lá em Minas o que havia era uma grande hipocrisia. O secretário de Estado, como o secretário de Educação, que tinha 200 mil professores na sua pasta, ganhava R$ 7 mil, menos do que um secretário de Educação de um município pequeno”, disse. “Vamos parar de tampar o sol com a peneira e vamos dar transparência, porque eu sou totalmente contrário a esse tipo de prática. E isso ninguém fala”, afirmou.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/07/zema-diz-que-tarcisio-seria-candidatura-viavel-e-que-direita-perdeu-ao-nao-lancar-governador-a-presidencia.ghtml


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